SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Um paciente de 20 anos de idade apresentou quadro de disúria e sem relato de secreção uretral. Compareceu ao serviço médico em uma unidade básica de saúde para investigação, tendo sido levantada a hipótese diagnóstica de infecção sexualmente transmissível por relato de relações sem preservativo.Assinale a alternativa que indica o fármaco de escolha desse médico para o paciente.
Disúria sem secreção uretral e risco IST → considerar tratamento empírico para uretrite, incluindo cobertura para gonorreia com Ceftriaxona.
Em pacientes jovens com disúria e suspeita de IST, mesmo sem secreção uretral evidente, a cobertura para gonorreia com Ceftriaxona é frequentemente parte do tratamento empírico, especialmente quando outras opções são inadequadas para uretrites.
A disúria em um paciente jovem com histórico de relações sexuais desprotegidas levanta forte suspeita de Infecção Sexualmente Transmissível (IST), mesmo na ausência de secreção uretral visível. Este cenário é classicamente associado à uretrite não gonocócica, que é predominantemente causada por Chlamydia trachomatis e, em menor grau, por Mycoplasma genitalium. Contudo, a uretrite gonocócica, causada por Neisseria gonorrhoeae, também pode apresentar-se de forma atípica ou oligosintomática, sem a secreção purulenta clássica. O tratamento empírico para uretrite em pacientes com risco de IST deve cobrir os agentes mais prováveis. Para a uretrite gonocócica, a Ceftriaxona (dose única intramuscular) é o fármaco de escolha. Para a uretrite não gonocócica, Azitromicina (1g dose única) ou Doxiciclina (100mg 2x/dia por 7 dias) são as opções preferenciais. Em muitos casos, especialmente quando o agente etiológico não é prontamente identificado, recomenda-se um tratamento combinado para cobrir ambos os patógenos. No contexto da questão, onde apenas uma opção é fornecida e as demais são claramente inadequadas para uretrite (Linezolida, Vancomicina, Meropenem para infecções graves; Benzatina para sífilis), a Ceftriaxona se destaca como a única opção relevante para uma IST bacteriana comum que causa uretrite, mesmo que a apresentação clínica descrita (disúria sem secreção) seja mais típica de uretrite não gonocócica. A escolha da Ceftriaxona pode indicar uma abordagem empírica ampla para ISTs uretrais.
A principal causa é a uretrite não gonocócica, frequentemente causada por Chlamydia trachomatis ou Mycoplasma genitalium. No entanto, a gonorreia também pode apresentar-se de forma atípica, com secreção mínima ou ausente.
O tratamento empírico para uretrite em casos de suspeita de IST geralmente visa cobrir tanto a gonorreia quanto a clamídia. Para gonorreia, a Ceftriaxona é o fármaco de escolha, frequentemente associada a Azitromicina ou Doxiciclina para clamídia.
A uretrite gonocócica classicamente apresenta secreção uretral purulenta e abundante, com disúria intensa. A uretrite não gonocócica, por outro lado, pode ter secreção escassa ou ausente, serosa ou mucopurulenta, e disúria menos intensa. No entanto, a diferenciação definitiva requer exames laboratoriais.
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