FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Paciente de 4 anos apresentou febre alta, calafrios e mialgias há 4 dias. Após 2 dias do início dos sintomas, apresentou erupções cutâneas do tipo vesicular, que iniciaram-se no braço, pernas e rapidamente espalharam-se pelo corpo. A erupção iniciou-se com uma mancha, evoluindo, posteriormente, para pápulas, vesículas e, em seguida, pseudo-pústulas com a presença de umbilicação no centro da lesão. Havia lesão, inclusive, na região genital. Algumas poucas lesões apresentavam, na fase crostosa, cor escura e eram acompanhadas de prurido. Epidemiologia o pai esteve recentemente em viagem de negócio na Africa. Sobre essa doença, pode-se afirmar que
Monkeypox: transmissão por contato próximo com lesões, fluidos ou materiais contaminados, incluindo contato sexual.
A varíola dos macacos (Monkeypox) é uma doença viral com transmissão primária de humano para humano ocorrendo por contato próximo com lesões cutâneas infecciosas, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados. O contato íntimo, incluindo atividade sexual, é uma via importante de transmissão, especialmente no surto recente.
A Monkeypox, ou varíola dos macacos, é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus Monkeypox, um ortopoxvírus. Embora historicamente endêmica em algumas regiões da África, surtos recentes demonstraram sua capacidade de disseminação global. A doença se manifesta com febre, calafrios, mialgias e linfadenopatia, seguida por uma erupção cutânea característica que evolui de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e crostas, muitas vezes com umbilicação central. A transmissão de humano para humano é um aspecto crucial da epidemiologia da Monkeypox. Ela ocorre principalmente por contato próximo com lesões cutâneas infecciosas, fluidos corporais (saliva, secreções respiratórias), gotículas respiratórias grandes e contato indireto com materiais contaminados (roupas de cama, toalhas). O contato íntimo, incluindo a atividade sexual, tem sido identificado como uma via significativa de transmissão, especialmente nos surtos recentes. O diagnóstico laboratorial de Monkeypox é realizado pela detecção do DNA do vírus por PCR, preferencialmente a partir de amostras das lesões cutâneas (líquido vesicular, crostas). O tratamento é geralmente de suporte, mas antivirais específicos podem ser considerados em casos graves. A prevenção envolve evitar contato com pessoas infectadas, praticar boa higiene das mãos e, em contextos específicos, vacinação.
A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões cutâneas, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados (roupas, lençóis). O contato íntimo, incluindo atividade sexual, é uma via importante de disseminação.
O método de escolha para o diagnóstico laboratorial da Monkeypox é a reação em cadeia da polimerase (PCR) para DNA de ortopoxvírus. As amostras devem ser coletadas preferencialmente das lesões cutâneas (líquido vesicular, crostas).
As lesões cutâneas da Monkeypox evoluem de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e crostas. São tipicamente profundas, bem circunscritas e frequentemente apresentam umbilicação central, podendo afetar mucosas e genitais.
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