HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Em apresentações cefálicas defletidas de 1º, 2º e 3º graus, os pontos de referência fetais são respectivamente:
Deflexão: 1º grau = Bregma; 2º grau = Glabela; 3º grau = Mento.
As apresentações defletidas ocorrem pela extensão da cabeça fetal. O ponto de referência muda conforme o grau: bregma (médio), glabela (fronte) e mento (face).
A estática fetal define a relação do feto com a bacia materna e é crucial para prever a evolução do parto. Nas apresentações cefálicas, o grau de flexão da cabeça determina qual diâmetro irá se apresentar ao estreito superior da bacia. Na deflexão de 1º grau, o diâmetro é o occipitofrontal (12cm). Na de 2º grau, é o mento-occipital (13,5cm). Na de 3º grau, o diâmetro é o submentobregmático (9,5cm), que é favorável, embora a mecânica do parto seja diferente da apresentação fletida.
Na deflexão de 2º grau, também chamada de apresentação de fronte, o feto apresenta a região frontal como parte líder. O ponto de referência é a glabela (ou a linha metópica) e a linha de orientação é a sutura metópica. É considerada a apresentação mais desfavorável para o parto vaginal, pois o diâmetro de insinuação (occipito-mentoniano de 13,5 cm) é o maior da cabeça fetal.
O lâmbda (fontanela posterior) é o ponto de referência da apresentação cefálica fletida (occipital), que é a mais comum e fisiológica. O bregma (fontanela anterior) é o ponto de referência da defletida de 1º grau, onde a cabeça está em uma posição intermediária entre flexão e extensão.
Sim, na deflexão de 3º grau (face), o parto vaginal é possível desde que o queixo (mento) esteja em posição anterior (mento-púbica). Se o mento estiver voltado para o sacro (mento-sacra), a cabeça fetal não consegue realizar o movimento de flexão sob a sínfise púbica, tornando o parto vaginal impossível.
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