HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Gestante G2P1, 39 semanas, durante palpação obstétrica pelas manobras de Leopold, apresenta: polo duro, regular e globoso no fundo uterino; superfícies irregulares e pequenas partes palpáveis bilateralmente, sem dorso definido; polo volumoso, duro e móvel sobre a sínfise púbica; e estrutura mole e volumosa ocupando o estreito superior, sem pés palpáveis. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais provável.
Polo cefálico no fundo + polo pélvico no estreito superior = Apresentação Pélvica.
As manobras de Leopold permitem identificar a situação, posição e apresentação fetal; a ausência de dorso definido lateralmente sugere posição posterior.
A estática fetal é fundamental para o planejamento do parto e é avaliada sistematicamente pelas quatro manobras de Leopold. A primeira manobra identifica o fundo uterino e o polo que o ocupa. A segunda define a posição (dorso à direita ou esquerda). A terceira (manobra de Pawlik) avalia a mobilidade do polo inferior sobre a sínfise púbica. A quarta define a apresentação e o grau de fletimento. No caso de uma apresentação pélvica incompleta (variedade nádegas), o polo cefálico (duro e móvel) é encontrado no fundo uterino, enquanto as nádegas (moles e volumosas) ocupam o estreito superior. A descrição de 'pequenas partes palpáveis bilateralmente sem dorso definido' indica que o dorso está voltado para a coluna materna (dorso posterior), dificultando sua palpação lateral. O reconhecimento preciso da estática fetal é crucial, pois apresentações pélvicas em nulíparas no termo frequentemente indicam a via de parto cesárea para redução de morbimortalidade perinatal, embora o parto vaginal possa ser considerado em critérios selecionados.
Na apresentação pélvica incompleta, modo de nádegas ou 'frank breech', as coxas estão fletidas sobre o abdome e as pernas estendidas sobre o tronco, de modo que apenas as nádegas ocupam o estreito superior. Ao exame, palpa-se uma estrutura mole e volumosa sem a presença de pés, diferenciando-se da pélvica completa onde os pés são palpáveis próximos às nádegas.
A segunda manobra de Leopold consiste na palpação lateral do útero. O dorso é sentido como uma superfície resistente, lisa e contínua, enquanto os membros são partes pequenas e irregulares. Se o examinador palpa pequenas partes bilateralmente e não encontra uma superfície lisa e contínua em nenhum dos lados, conclui-se que o dorso está voltado para trás (dorso posterior).
A primeira manobra identifica o fundo uterino e qual polo fetal o ocupa, determinando a situação fetal (longitudinal, transversa ou oblíqua). No caso de apresentação pélvica, o polo cefálico (duro, regular e globoso) é palpado no fundo uterino, confirmando a situação longitudinal com apresentação pélvica.
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