SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Em nulípara de 24 anos de idade, com 32 semanas de gestação, o feto encontra-se em apresentação pélvica. O médico deve informar à grávida que:
Apresentação pélvica < 36 semanas → Comum, alta chance de rotação espontânea para cefálica.
A apresentação pélvica é comum antes das 36 semanas de gestação, com uma alta taxa de rotação espontânea para a apresentação cefálica. Portanto, em 32 semanas, não há indicação para intervenções imediatas como a versão cefálica externa, que geralmente é considerada após 36-37 semanas.
A apresentação pélvica fetal, onde o polo pélvico do feto se apresenta na pelve materna, é uma variação da apresentação fetal que ocorre em aproximadamente 3-4% das gestações a termo. No entanto, sua prevalência é significativamente maior em idades gestacionais mais precoces. Em 32 semanas de gestação, a apresentação pélvica pode ser observada em cerca de 15-20% das gestações, sendo um achado comum e, na maioria dos casos, transitório. A fisiologia do desenvolvimento fetal e o espaço uterino disponível permitem que o feto mude de posição frequentemente durante o segundo e início do terceiro trimestre. A maioria dos fetos em apresentação pélvica antes das 36 semanas de gestação irá girar espontaneamente para a apresentação cefálica (cabeça para baixo) à medida que a gestação avança e o espaço uterino se torna mais restrito, com o polo cefálico, mais pesado, tendendo a se posicionar na parte inferior do útero. Diante de uma apresentação pélvica em 32 semanas, a conduta apropriada é tranquilizar a gestante e informar que esse achado é comum e que há uma alta probabilidade de rotação espontânea. Não há indicação para intervenções imediatas, como a versão cefálica externa (VCE), que é um procedimento para tentar girar o feto manualmente. A VCE é geralmente considerada e oferecida entre 36 e 37 semanas de gestação (ou após 37 semanas em multíparas), caso a apresentação pélvica persista, para tentar evitar uma cesariana eletiva. O acompanhamento da apresentação fetal deve ser feito nas consultas pré-natais subsequentes.
A apresentação pélvica é relativamente comum em 32 semanas, ocorrendo em cerca de 15-20% das gestações. A maioria desses fetos irá girar espontaneamente para a apresentação cefálica até o termo.
A versão cefálica externa é geralmente indicada e tentada entre 36 e 37 semanas de gestação em nulíparas, ou a partir de 37 semanas em multíparas, se a apresentação pélvica persistir. Não é recomendada antes devido à alta taxa de rotação espontânea.
O parto vaginal de feto em apresentação pélvica está associado a maiores riscos de prolapso de cordão, trauma de parto (especialmente lesões do plexo braquial e fraturas), asfixia neonatal e morte perinatal, comparado ao parto cefálico.
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