HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Mulher de 28 anos de idade, está na sua segunda gestação, com idade gestacional de 39 semanas e 4 dias, procura a unidade de sangramento com contrações rítmicas há 6 horas. Tem história de um parto normal prévio. Ao exame, o toque vaginal apresenta dilatação de 7cm, com colo fino e anteriorizado, bolsa íntegra e dinâmica uterina com 4 contrações moderadas em 10 minutos. A cardiotocografia apresentou resultado categoria 1. Foi internada no centro obstétrico para assistência ao parto. Após 3 horas, a paciente se encontra com dilatação total e a seguinte apresentação ao toque no plano -1 de DeLee: Considerando as informações do caso e a imagem, qual é a variedade de posição e qual é a conduta a ser tomada neste momento?
Apresentação de fronte (deflexão 2º grau) → maior diâmetro cefálico (occipto-mentoniano) → indicação absoluta de cesárea.
A apresentação de fronte (deflexão de 2º grau) é diagnosticada ao toque vaginal pela palpação da glabela e das órbitas. O diâmetro de apresentação é o occipto-mentoniano (~13,5 cm), que é incompatível com a pelve materna, tornando o parto vaginal impossível e indicando cesariana.
As apresentações cefálicas defletidas são variações da atitude fetal em que a cabeça se apresenta em diferentes graus de extensão em vez da flexão normal. Essas apresentações são causas importantes de distócia de parto e podem aumentar a morbimortalidade se não forem corretamente manejadas. A deflexão de segundo grau, ou apresentação de fronte, é a mais rara e a que apresenta o maior diâmetro de insinuação: o occipto-mentoniano, com cerca de 13,5 cm. Este diâmetro é maior do que qualquer um dos diâmetros da pelve materna, tornando o encaixe e a descida do feto mecanicamente impossíveis. O diagnóstico é feito pelo toque vaginal, identificando-se a fronte fetal, a glabela e as órbitas. Dada a desproporção céfalo-pélvica absoluta, a apresentação de fronte é uma indicação formal e absoluta de parto cesáreo. A tentativa de parto vaginal ou o uso de fórceps são contraindicados, pois podem resultar em lesões graves para o feto e para a mãe. O reconhecimento precoce é fundamental.
O diagnóstico é feito pelo toque vaginal, palpando-se a fontanela anterior (bregma) de um lado e as arcadas orbitárias e a raiz do nariz do outro, mas sem conseguir palpar a boca ou o queixo (mento).
A conduta é a indicação de parto cesáreo. Devido ao grande diâmetro de apresentação (occipto-mentoniano), não há possibilidade de insinuação e descida pela pelve materna. A insistência no parto vaginal pode levar a trauma fetal grave e ruptura uterina.
Na deflexão de 1º grau (bregmática), palpa-se o bregma como ponto central. Na de 2º grau (fronte), palpa-se a glabela/nariz. Na de 3º grau (face), o ponto de referência é o mento (queixo), e é possível palpar a boca e o nariz.
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