UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Ao examinar uma gestante, o médico diagnostica uma apresentação cefálica defletida de segundo grau ou de fronte. Nessa situação, o obstetra deve
Apresentação de fronte (defletida 2º grau) → Cesariana obrigatória.
A apresentação de fronte (deflexão de segundo grau) é uma distocia de parto na qual o maior diâmetro da cabeça fetal (mento-vertical, 13,5 cm) se apresenta ao canal de parto, tornando o parto vaginal impossível na maioria dos casos. A conduta é a resolução por via abdominal (cesariana).
As apresentações cefálicas defletidas são variações da apresentação fetal em que a cabeça não está completamente fletida sobre o tronco. A apresentação de fronte, ou deflexão de segundo grau, ocorre quando a cabeça fetal está em posição intermediária entre a flexão máxima (vértice) e a deflexão máxima (face), com a fronte sendo a parte que se apresenta ao canal de parto. Essa é uma das distocias de apresentação mais desafiadoras. O diagnóstico é feito por toque vaginal, onde se palpam a glabela, a órbita e a fontanela anterior. A característica principal da apresentação de fronte é que o diâmetro que se apresenta ao canal de parto é o mento-vertical, que mede cerca de 13,5 cm. Este diâmetro é excessivamente grande para a maioria das pelves maternas, tornando o parto vaginal inviável na grande maioria dos casos. Dada a incompatibilidade entre o diâmetro de apresentação fetal e as dimensões da pelve materna, a conduta obstétrica para a apresentação de fronte é a indicação de resolução do parto por via abdominal, ou seja, a cesariana. Tentativas de parto vaginal são contraindicadas devido ao alto risco de distocia, sofrimento fetal, lacerações maternas graves e fístulas.
As apresentações cefálicas defletidas incluem a apresentação de vértice (flexão completa), bregma (deflexão de 1º grau), fronte (deflexão de 2º grau) e face (deflexão de 3º grau).
Na apresentação de fronte, o maior diâmetro da cabeça fetal que se apresenta ao canal de parto é o mento-vertical (aproximadamente 13,5 cm), que é incompatível com as dimensões da pelve materna, tornando o parto vaginal impossível.
Tentar o parto vaginal em apresentação de fronte pode resultar em trabalho de parto prolongado, exaustão materna, sofrimento fetal, lacerações graves do canal de parto e fístulas, além de aumento da morbimortalidade perinatal.
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