UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
MMCL, 19 anos, está em trabalho de parto há 10 horas e vem evoluindo a contento. Durante o toque vaginal, você encontra algo “diferente”. Por isso, chama o médico mais experiente do serviço que realiza o toque e afirma que tocou a glabela. A conduta correta é:
Apresentação de fronte (glabela ao toque) → parto vaginal impossível → cesariana.
A apresentação de fronte é uma distocia de apresentação fetal onde o polo cefálico está em deflexão máxima, com a glabela sendo o ponto de referência ao toque. É uma apresentação instável e, na maioria dos casos, impede o parto vaginal, exigindo cesariana.
A apresentação de fronte é uma forma de distocia de apresentação fetal, caracterizada pela deflexão máxima da cabeça, onde a glabela (região entre as sobrancelhas) é o ponto de referência ao toque vaginal. É uma apresentação rara, com incidência de aproximadamente 1 em 500 a 1 em 3000 partos, e representa um desafio significativo no manejo do trabalho de parto. O diagnóstico é feito pelo toque vaginal, onde se palpam a glabela, as órbitas e a raiz do nariz, mas não se alcançam nem a boca nem o occipital. A fisiopatologia envolve a apresentação do maior diâmetro da cabeça fetal (mento-occipital, cerca de 13,5 cm) ao canal de parto, o que geralmente impede a progressão do trabalho de parto devido à desproporção cefalopélvica. A conduta para a apresentação de fronte persistente em trabalho de parto ativo é a cesariana, pois o parto vaginal espontâneo é extremamente raro e associado a altos riscos de morbidade materna e fetal. É crucial diferenciar da apresentação de face, onde o mento é o ponto de referência e o parto vaginal pode ser possível em algumas situações.
A apresentação de fronte é caracterizada pela deflexão máxima da cabeça fetal, onde o ponto de referência ao toque vaginal é a glabela (região entre as sobrancelhas), e o mento está estendido.
Nesta apresentação, o maior diâmetro da cabeça fetal (mento-occipital, aproximadamente 13,5 cm) se apresenta ao canal de parto, tornando a passagem impossível na maioria dos casos devido à desproporção cefalopélvica.
A conduta recomendada para uma apresentação de fronte persistente, especialmente em trabalho de parto ativo, é a cesariana, devido à alta probabilidade de distocia e complicações para mãe e feto.
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