Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Parturiente III gesta II para, 2 partos normais, Ig 39,3 semanas, PA 110 x 70 mmHg, AU 38cm, situação longitudinal, dorso à direita, apresentação cefálica. DU de 3 contrações de 40 segundos em 10 minutos, colo medianizado, médio 7cm BI, cefálico.Frente a essas informações, pode-se afirmar que:
Posição fetal (esquerda/direita) ≠ Atitude fetal (flexão/deflexão). Ponto de referência define posição; deflexão é extensão da cabeça.
A apresentação fetal descreve a parte do feto que se apresenta ao canal de parto, enquanto a atitude refere-se à relação das partes fetais entre si (flexão ou deflexão). A posição fetal é a relação do ponto de referência fetal com a bacia materna. Uma apresentação defletida ocorre quando a cabeça fetal não está completamente fletida, como na apresentação de face (mento) ou bregma (sincipital), e não é determinada apenas pelo ponto de referência estar à esquerda ou à direita, mas sim pela parte que se apresenta.
A compreensão da apresentação, atitude e posição fetal é fundamental na obstetrícia, sendo um pilar para o acompanhamento do trabalho de parto e a tomada de decisões clínicas. A apresentação fetal refere-se à parte do feto que se insinua na pelve materna, sendo a cefálica a mais comum e ideal. A atitude fetal descreve a relação das partes fetais entre si, com a flexão completa da cabeça sendo a mais favorável para o parto vaginal. Já a posição fetal é a relação do ponto de referência da apresentação com a bacia materna, como occipito-esquerda anterior (OEA). Durante o exame de toque vaginal, o médico avalia a dilatação cervical, o apagamento, a altura da apresentação e, crucialmente, a apresentação, atitude e posição fetal. Identificar uma apresentação defletida (como face ou bregma) é vital, pois estas podem dificultar a progressão do parto e aumentar o risco de complicações maternas e fetais. A deflexão ocorre quando a cabeça fetal não está completamente fletida, expondo um diâmetro maior ao canal de parto. O manejo de um trabalho de parto com apresentações anômalas exige conhecimento aprofundado e, muitas vezes, intervenção. A avaliação precisa desses parâmetros permite antecipar dificuldades, planejar a conduta mais segura e otimizar o prognóstico materno-fetal, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica e essencial na prática clínica diária.
Os principais tipos são cefálica (ponto de referência: occipital), pélvica (ponto de referência: sacro) e córmica (apresentação transversa, ponto de referência: acrômio). A apresentação cefálica é a mais comum e favorável para o parto vaginal.
Em uma apresentação fletida, a cabeça fetal está completamente fletida sobre o tórax, apresentando o occipital. Nas apresentações defletidas, a cabeça está em extensão parcial (sincipital/bregma) ou completa (face), com pontos de referência como o bregma ou o mento, respectivamente.
A posição e atitude fetal influenciam diretamente o mecanismo do parto. Posições desfavoráveis ou apresentações defletidas podem prolongar o trabalho de parto, aumentar o risco de distocia e, em alguns casos, exigir intervenções como fórceps, vácuo-extrator ou cesariana.
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