Apresentação de Face: Diagnóstico e Ponto de Referência

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, 28 anos, G2P1 (parto vaginal prévio há 3 anos), com 40 semanas de idade gestacional, é admitida em trabalho de parto na fase ativa. Ao exame físico, apresenta 3 contrações de 40 segundos em 10 minutos e dinâmica uterina efetiva. Ao realizar o toque vaginal, o obstetra identifica o colo com 6 cm de dilatação, bolsa íntegra e polo cefálico em plano 0 de DeLee. Durante a palpação, o examinador percebe estruturas moles compatíveis com a boca e o nariz, além de proeminências ósseas que correspondem aos rebordos orbitários e ao queixo do feto. Analise a imagem abaixo, que ilustra o achado deste exame físico, e assinale a alternativa que descreve corretamente a apresentação fetal e seu respectivo ponto de referência.

Alternativas

  1. A) Apresentação cefálica defletida de 2º grau; ponto de referência: glabela.
  2. B) Apresentação cefálica defletida de 1º grau; ponto de referência: bregma.
  3. C) Apresentação cefálica fletida; ponto de referência: lambda.
  4. D) Apresentação cefálica defletida de 3º grau; ponto de referência: mento.

Pérola Clínica

Apresentação de face = Deflexão de 3º grau → Ponto de referência: Mento.

Resumo-Chave

Na deflexão de 3º grau (face), o feto apresenta o maior diâmetro de insinuação (submentobregmático), sendo o mento o ponto de referência para orientação no canal de parto.

Contexto Educacional

A estática fetal define a relação do feto com o canal de parto. As apresentações cefálicas defletidas ocorrem quando há extensão da cabeça em graus variados. A deflexão de 3º grau, ou apresentação de face, é caracterizada pela extensão máxima, onde o occipital toca o dorso fetal. O diagnóstico clínico é feito pelo toque vaginal ao identificar estruturas faciais como o queixo (mento), nariz e boca. É crucial distinguir do polo pélvico (onde se palpa o ânus e tuberosidades isquiáticas). O diâmetro de insinuação na apresentação de face é o submentobregmático (9,5 cm), o que teoricamente permite o parto vaginal. No entanto, o prognóstico depende da rotação interna. Apenas a rotação para mento-anterior permite que o feto utilize a sínfise púbica como ponto de apoio para realizar o movimento de flexão e desprender a cabeça. Variedades transversas ou posteriores exigem vigilância e, frequentemente, intervenção se não houver rotação espontânea.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar as deflexões fetais ao toque?

Na deflexão de 1º grau (bregma), palpa-se a grande fontanela (losângica). Na de 2º grau (fronte), palpa-se a glabela, raiz do nariz e rebordos orbitários. Na de 3º grau (face), as estruturas identificadas são o nariz, a boca e, crucialmente, o queixo (mento), que é o ponto de referência oficial.

Qual o ponto de referência e linha de orientação na apresentação de face?

O ponto de referência é o mento (queixo). A linha de orientação, que percorre a face do feto, é a linha facial (composta pela sutura metópica, nariz e boca).

É possível o parto vaginal na apresentação de face?

Sim, o parto vaginal é possível desde que a variedade de posição seja mento-anterior (o mento roda para a sínfise púbica). Se a variedade for mento-posterior persistente, o parto vaginal é mecanicamente impossível, pois o pescoço fetal já está em extensão máxima e não pode realizar a flexão necessária para contornar a sínfise.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo