UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Parturiente apresenta, ao exame de toque vaginal, cervicodilatação de 9 cm, bolsa íntegra, feto em apresentação cefálica, bregma na direção da sinostose sacroilíaca direita. Neste caso, trata-se de uma apresentação cefálica defletida de:
Bregma na sinostose sacroilíaca direita → apresentação cefálica defletida 1º grau, bregma direita posterior.
A apresentação de bregma (1º grau de deflexão) ocorre quando o ponto de referência é o bregma. A posição 'direita posterior' indica que o bregma fetal está direcionado para a articulação sacroilíaca direita da pelve materna, sendo importante para o prognóstico do parto.
A avaliação da apresentação e posição fetal durante o trabalho de parto é um dos pilares da assistência obstétrica, fundamental para prever o mecanismo de parto e identificar possíveis distócias. As apresentações cefálicas defletidas ocorrem quando a cabeça fetal não está em flexão máxima, o que pode aumentar o diâmetro de apresentação e dificultar a progressão do parto. Existem três graus de deflexão: 1º grau (apresentação de bregma ou sincipital), onde o ponto de referência é o bregma; 2º grau (apresentação de fronte), com a glabela como ponto de referência; e 3º grau (apresentação de face), onde o mento é o ponto de referência. A identificação desses pontos e sua relação com os quadrantes da pelve materna (anterior, posterior, direita, esquerda) é feita através do toque vaginal. No caso da apresentação de bregma direita posterior, o bregma fetal está direcionado para a articulação sacroilíaca direita da mãe. O reconhecimento precoce dessas apresentações é vital para o residente, pois permite antecipar dificuldades, planejar intervenções adequadas e garantir a segurança materno-fetal, evitando complicações como o trabalho de parto prolongado ou a necessidade de parto operatório.
Os graus de deflexão são: 1º grau (apresentação de bregma/sincipital), onde o bregma é o ponto de referência; 2º grau (apresentação de fronte), com a glabela como ponto de referência; e 3º grau (apresentação de face), com o mento como ponto de referência.
O toque vaginal permite identificar o ponto de referência fetal (occipital, bregma, glabela, mento) e sua relação com os planos da pelve materna, determinando o grau de deflexão e a posição fetal, o que é crucial para prever o mecanismo de parto.
A identificação de uma apresentação defletida é crucial porque pode levar a distócias de parto, prolongamento do trabalho de parto e aumento da necessidade de intervenções, como fórceps ou cesariana, devido à maior circunferência de apresentação.
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