Apresentações Cefálicas Defletidas: Impacto no Parto

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

As apresentações cefálicas defletidas geralmente derivam de cefálicas fletidas. A deflexão do polo cefálico fetal origina determinada variedade de posição contralateral às posições fletidas anômalas. Sobre a apresentação cefálica defletida analise as afirmativas abaixo.I. – Acredita-se que grande parte das apresentações defletidas de primeiro grau decorra de deflexão discreta das fletidas occipitoposteriores.II. – As defletidas de segundo grau são extremamente raras e, a não ser em fetos muito pequenos ou macerados, não é possível a evolução para parto vaginal.III. – Na cefálica defletida de terceiro grau o fator materno mais importante é a multiparidade. Em razão da menor extensão dos diâmetros insinuados, o parto nas apresentações de face costuma não apresentar dificuldades. Sobre esta situação selecione a opção correta.

Alternativas

  1. A) As afirmativas I e II são verdadeiras. A afirmativa III é falsa.
  2. B) As afirmativas I e III são verdadeiras. A afirmativa II é falsa.
  3. C) As afirmativas II e III são verdadeiras. A afirmativa I é falsa.
  4. D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
  5. E) As afirmativas I, II e III são falsas.

Pérola Clínica

Apresentações cefálicas defletidas (vértice defletido, fronte, face) podem dificultar o parto, sendo a de fronte a mais rara e a de face (mentoposterior) uma contraindicação ao parto vaginal.

Resumo-Chave

As apresentações cefálicas defletidas representam anomalias na atitude fetal que podem impactar o mecanismo do parto. A deflexão de primeiro grau (vértice defletido) pode ser uma variação de occipitoposteriores, enquanto as de segundo (fronte) e terceiro grau (face) são mais complexas, com a apresentação de face mentoanterior podendo evoluir para parto vaginal, mas a mentoposterior não.

Contexto Educacional

As apresentações cefálicas defletidas são variações da atitude fetal em que a cabeça não está completamente fletida, o que pode alterar o diâmetro de insinuação e o mecanismo do parto. São importantes causas de distocia e podem levar a complicações maternas e fetais. A compreensão de suas características e manejo é crucial para o obstetra. A fisiopatologia envolve fatores que impedem a flexão completa da cabeça fetal, como anomalias pélvicas, anomalias fetais (ex: tumores cervicais), ou mesmo a conformação do útero em multíparas. A apresentação de vértice defletida (primeiro grau) é a mais comum, seguida pela de face (terceiro grau) e, mais raramente, a de fronte (segundo grau). O diagnóstico é feito pelo toque vaginal, identificando as referências fetais (fontanelas, órbita, mento). O tratamento e a conduta dependem do tipo de deflexão e da progressão do trabalho de parto. Enquanto algumas apresentações de vértice defletidas e de face mentoanterior podem evoluir para parto vaginal, a apresentação de fronte e a de face mentoposterior geralmente requerem cesariana devido à impossibilidade de desprendimento. O manejo exige monitoramento cuidadoso e avaliação contínua da progressão do parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de apresentações cefálicas defletidas?

As apresentações cefálicas defletidas são classificadas em três graus: primeiro grau (vértice defletido), segundo grau (fronte) e terceiro grau (face), cada uma com diferentes atitudes da cabeça fetal.

Qual a conduta para uma apresentação de face mentoposterior?

A apresentação de face mentoposterior é uma distocia absoluta, pois o desprendimento da cabeça é impossível. Nesses casos, a conduta é a cesariana.

Quais fatores podem predispor a apresentações cefálicas defletidas?

Fatores como multiparidade, anomalias pélvicas, anomalias fetais (ex: anencefalia), placenta prévia e desproporção céfalo-pélvica podem predispor a apresentações defletidas.

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