Deflexão de 1º Grau: Diagnóstico e Referências

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Amanda, 28 anos, primigesta, com 39 semanas de gestação, encontra-se em trabalho de parto ativo. Ao exame obstétrico, a altura uterina é de 34 cm e as manobras de Leopold demonstram feto em situação longitudinal, com o dorso à esquerda e polo cefálico ocupando o segmento inferior. Ao toque vaginal, observa-se colo com 6 cm de dilatação, 80% de apagamento e bolsa íntegra. A apresentação encontra-se no plano 0 de De Lee. O examinador palpa, centralizada no eixo do canal de parto, a grande fontanela (fontanela anterior), que apresenta formato de losango. Com base nos achados do exame físico, o diagnóstico da atitude fetal e sua respectiva linha de orientação são:

Alternativas

  1. A) Deflexão de 3º grau (apresentação de face); linha de orientação: linha facial.
  2. B) Deflexão de 1º grau (apresentação de bregma); linha de orientação: sutura sagitometópica.
  3. C) Deflexão de 2º grau (apresentação de fronte); linha de orientação: sutura metópica.
  4. D) Flexão (apresentação de vértice); linha de orientação: sutura sagital.

Pérola Clínica

Bregma centralizado (losango) = Deflexão de 1º grau → Linha de orientação: Sutura sagitometópica.

Resumo-Chave

Na deflexão de 1º grau, a cabeça fetal assume uma atitude de indiferença, tornando a grande fontanela (bregma) o ponto de referência central no canal de parto.

Contexto Educacional

A estática fetal é um pilar da obstetrícia diagnóstica durante o trabalho de parto. A atitude fetal refere-se à relação das partes fetais entre si, sendo a flexão a atitude fisiológica ideal. Quando ocorre a deflexão, o polo cefálico apresenta diâmetros maiores ao estreito superior da bacia. A identificação precisa via toque vaginal das fontanelas e suturas permite ao obstetra prever a evolução do parto e possíveis distocias. O conhecimento das linhas de orientação (como a sagitometópica no bregma) é frequentemente cobrado em exames de alto nível por exigir correlação anatômica precisa.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar a apresentação de bregma da de vértice?

A diferenciação ocorre pela palpação das fontanelas durante o toque vaginal. Na apresentação de vértice (fetal fletido), a pequena fontanela (lambda, formato triangular) é o ponto de referência. Na apresentação de bregma (deflexão de 1º grau), a grande fontanela (bregma, formato de losango) está centralizada no canal de parto. A linha de orientação na flexão é a sutura sagital, enquanto na deflexão de 1º grau é a sutura sagitometópica.

Qual o diâmetro de insinuação na deflexão de 1º grau?

Na deflexão de 1º grau ou apresentação de bregma, o diâmetro de insinuação é o occipitofrontal, que mede aproximadamente 12 cm. Isso contrasta com o diâmetro suboccipitobregmático (9,5 cm) da apresentação de vértice, tornando o trajeto pelo canal de parto mais desafiador, embora o parto vaginal ainda seja possível e comum nesta apresentação.

Quais são os graus de deflexão fetal?

Existem três graus: 1º grau (bregma), onde a referência é a grande fontanela e a linha é a sutura sagitometópica; 2º grau (fronte), onde a referência é a glabela/nariz e a linha é a sutura metópica; e 3º grau (face), onde a referência é o mento e a linha é a facial. O 2º grau é geralmente impeditivo para parto vaginal devido aos grandes diâmetros apresentados.

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