Quilotórax Pós-Esofagectomia: Diagnóstico e Critérios

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026

Enunciado

Após uma esofagectomia, uma drenagem torácica aumentada de aspecto leitoso e volume superior a 1L/dia, com análise bioquímica com triglicerídeos de 300mg/dL deve corresponder a:

Alternativas

  1. A) Empiema.
  2. B) Quilotorax.
  3. C) Hemotorax.
  4. D) Exsudato.
  5. E) Derrame pleural metastático.

Pérola Clínica

Líquido leitoso + Triglicerídeos > 110 mg/dL no espaço pleural = Quilotórax.

Resumo-Chave

O quilotórax é uma complicação pós-operatória grave decorrente da lesão do ducto torácico, resultando em acúmulo de quilo (rico em triglicerídeos e quilomícrons) no espaço pleural.

Contexto Educacional

O quilotórax é uma complicação que aumenta significativamente a morbimortalidade cirúrgica devido à perda de linfócitos, imunoglobulinas e nutrientes, predispondo à imunossupressão e desnutrição grave. Na esofagectomia, a incidência varia de 1% a 5%. O diagnóstico diferencial com pseudoquilotórax (comum em doenças crônicas como TB ou AR) é feito pelo colesterol elevado e triglicerídeos baixos no líquido pleural. O manejo clínico rigoroso é fundamental antes da decisão por reoperação, focando na redução da produção de quilo através da manipulação dietética ou nutrição parenteral total.

Perguntas Frequentes

Qual o nível de triglicerídeos que confirma quilotórax?

A presença de triglicerídeos acima de 110 mg/dL no líquido pleural é altamente sugestiva de quilotórax, com uma probabilidade superior a 99%. Valores entre 50 e 110 mg/dL exigem a pesquisa de quilomícrons por eletroforese de proteínas para confirmação diagnóstica, enquanto valores abaixo de 50 mg/dL praticamente excluem a condição.

Por que o quilotórax ocorre após esofagectomia?

O ducto torácico possui uma anatomia variável e trajeto íntimo ao esôfago no mediastino posterior. Durante a esofagectomia, especialmente em abordagens transtorácicas, o ducto pode ser inadvertidamente ligado ou lacerado, levando ao extravasamento de linfa para a cavidade pleural.

Qual o tratamento inicial para quilotórax pós-operatório?

O manejo inicial costuma ser conservador, incluindo drenagem pleural, dieta zero ou dieta com triglicerídeos de cadeia média (TCM) e, por vezes, uso de octreotide para reduzir o fluxo linfático. Se o débito for superior a 1L/dia ou persistir por mais de 2 semanas, a reintervenção cirúrgica para ligadura do ducto torácico é indicada.

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