UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente masculino, de 50 anos, veio à consulta queixando-se de despertares frequentes durante o sono noturno e fadiga diurna. Com base no registro abaixo, ilustrativo de uma época (registro de 30 segundos) de uma polissonografia de noite inteira, qual o diagnóstico mais provável?
Apneia do sono central = ausência de fluxo aéreo + ausência de esforço respiratório na polissonografia.
A apneia do sono central é caracterizada pela cessação do fluxo aéreo respiratório sem esforço respiratório associado, devido a uma falha na sinalização do sistema nervoso central para os músculos respiratórios. Isso difere da apneia obstrutiva, onde há esforço contra uma via aérea bloqueada.
Os distúrbios respiratórios do sono, como a apneia do sono, são condições prevalentes que afetam significativamente a qualidade de vida e a saúde cardiovascular. A apneia do sono central (ASC) é um tipo menos comum que a obstrutiva, caracterizada pela interrupção do fluxo aéreo devido à ausência de esforço respiratório, refletindo uma falha no controle neural da respiração durante o sono. A polissonografia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico, permitindo diferenciar os tipos de apneia. A fisiopatologia da ASC envolve uma instabilidade no controle respiratório central, levando a períodos de hipoventilação ou apneia. Pode ser primária (idiopática) ou secundária a condições como insuficiência cardíaca congestiva (onde a respiração de Cheyne-Stokes é comum), doenças neurológicas (acidente vascular cerebral, Parkinson) ou uso de medicamentos, especialmente opioides. Os sintomas incluem sonolência diurna excessiva, despertares frequentes, sono não reparador e, por vezes, dispneia noturna. O tratamento da ASC depende da causa subjacente. Em casos de insuficiência cardíaca, otimizar o tratamento da IC pode melhorar a apneia. Para ASC idiopática ou complexa, a ventilação com pressão positiva adaptativa (ASV) ou CPAP pode ser utilizada. O manejo de condições neurológicas ou a redução de opioides também são importantes. O prognóstico varia conforme a etiologia, mas o tratamento visa melhorar a qualidade do sono e reduzir os riscos cardiovasculares associados.
Na apneia obstrutiva, há cessação do fluxo aéreo apesar da presença de esforço respiratório. Na apneia central, tanto o fluxo aéreo quanto o esforço respiratório estão ausentes, indicando falha no comando central.
Os sintomas incluem despertares frequentes, sono não reparador, fadiga diurna excessiva, cefaleia matinal e, em alguns casos, dispneia noturna. Roncos são menos proeminentes que na apneia obstrutiva.
A apneia do sono central pode ser idiopática, mas frequentemente está associada a insuficiência cardíaca congestiva, doenças neurológicas (AVC, Parkinson) e uso de opioides. Também pode ocorrer como apneia central emergente do tratamento (complexa) após CPAP para apneia obstrutiva.
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