ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
Certo recém-nascido (RN) de 30 semanas, nascido de parto cesariana, com peso de nascimento = 1.000 gramas, foi internado em unidade de terapia intensiva neonatal. Com sete dias de vida, iniciou episódios de apneia, com bradicardia e cianose. No que tange à apneia do RN, assinale a alternativa correta.
Sulfato de magnésio materno → Risco de depressão respiratória/apneia em RN prematuros devido ao efeito neuromuscular.
O sulfato de magnésio, frequentemente usado na gestação para neuroproteção fetal ou tratamento da pré-eclâmpsia, é um relaxante neuromuscular que pode atravessar a placenta e causar depressão respiratória e apneia no recém-nascido, especialmente em prematuros, devido à imaturidade do sistema nervoso central e neuromuscular.
A apneia do recém-nascido é definida como a cessação da respiração por 20 segundos ou mais, ou por um período menor associado a bradicardia, cianose ou palidez. É um problema comum em prematuros, especialmente aqueles com idade gestacional inferior a 34 semanas, e é conhecida como apneia da prematuridade, decorrente da imaturidade do centro respiratório. No entanto, é crucial descartar outras causas secundárias de apneia, que podem ser mais graves e exigem intervenção específica. Entre as causas secundárias, a exposição a medicamentos maternos é um fator importante. O sulfato de magnésio, amplamente utilizado para neuroproteção fetal em partos prematuros iminentes e no tratamento da pré-eclâmpsia/eclâmpsia, é um relaxante neuromuscular. Ele atravessa a barreira placentária e pode causar depressão respiratória, hipotonia e letargia no recém-nascido, especialmente em prematuros, que têm um sistema nervoso central e neuromuscular ainda imaturos e mais sensíveis aos seus efeitos. O manejo da apneia no recém-nascido envolve a monitorização contínua, estimulação tátil, e, se necessário, ventilação com pressão positiva. Para a apneia da prematuridade, as metilxantinas (cafeína ou teofilina) são o tratamento farmacológico de escolha, pois estimulam o centro respiratório. O CPAP nasal é uma ferramenta importante para manter a via aérea aberta e reduzir os episódios de apneia. É fundamental identificar e tratar a causa subjacente da apneia, seja ela primária da prematuridade ou secundária a outras condições.
A apneia da prematuridade é a causa mais comum, devido à imaturidade do centro respiratório. Outras causas incluem infecções, distúrbios metabólicos, hemorragia intracraniana, refluxo gastroesofágico e efeitos de medicamentos maternos, como o sulfato de magnésio.
O sulfato de magnésio é um relaxante neuromuscular que atravessa a placenta. Em doses elevadas ou em prematuros, pode causar depressão do sistema nervoso central e bloqueio neuromuscular no neonato, resultando em hipotonia, letargia e, mais gravemente, apneia.
O tratamento de escolha para a apneia primária da prematuridade são as metilxantinas, como a cafeína, que estimulam o centro respiratório. A teofilina é uma alternativa, mas a cafeína é preferida devido ao seu melhor perfil de segurança e maior janela terapêutica.
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