ENARE/ENAMED — Prova 2023
Homem de 44 anos chega para consulta acompanhado da esposa, a qual reclama que ele ronca muito à noite. Ao final da avaliação, o médico explica que o diagnóstico provável é de apneia obstrutiva do sono. A orientação do profissional deve ser de que tal condição é fator de risco para
SAOS → hipóxia intermitente + ativação simpática = ↑ risco cardiovascular, especialmente HAS.
A Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, levando à hipóxia intermitente e fragmentação do sono. Essas alterações fisiológicas ativam o sistema nervoso simpático e promovem inflamação sistêmica, que são fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento e agravamento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial sistêmica.
A Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio crônico caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, levando à interrupção do fluxo de ar, hipóxia intermitente e microdespertares. A prevalência da SAOS é significativa na população adulta, e sua importância clínica reside nas múltiplas comorbidades associadas, especialmente as cardiovasculares. O ronco alto é um sintoma cardinal, mas a sonolência diurna excessiva é a queixa mais comum que leva à procura médica. A fisiopatologia da SAOS e sua relação com a hipertensão arterial sistêmica (HAS) envolvem mecanismos complexos. A hipóxia intermitente e a fragmentação do sono ativam o sistema nervoso simpático, resultando em aumento da liberação de catecolaminas, vasoconstrição periférica e aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Além disso, a SAOS contribui para o estresse oxidativo, inflamação sistêmica e disfunção endotelial, que são fatores chave no desenvolvimento e progressão da HAS e de outras doenças cardiovasculares. O diagnóstico da SAOS é feito por polissonografia, e o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida (perda de peso, evitar álcool e sedativos), uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), aparelhos orais ou, em casos selecionados, cirurgia. O manejo eficaz da SAOS é crucial não apenas para melhorar a qualidade do sono e os sintomas diurnos, mas também para reduzir o risco de complicações cardiovasculares graves, como a hipertensão arterial, que é uma das comorbidades mais prevalentes e impactantes da apneia do sono.
Os sintomas incluem ronco alto e irregular, pausas respiratórias observadas por terceiros, sonolência diurna excessiva, fadiga, dores de cabeça matinais, dificuldade de concentração e irritabilidade. O ronco é um sinal comum, mas nem todo roncador tem apneia.
A apneia do sono causa hipóxia intermitente e despertares frequentes, que ativam o sistema nervoso simpático, aumentam o estresse oxidativo e promovem inflamação sistêmica. Esses mecanismos levam à disfunção endotelial, rigidez arterial e aumento da pressão arterial, tanto durante o sono quanto na vigília.
Além da hipertensão, a apneia do sono é um fator de risco para doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, arritmias (fibrilação atrial), insuficiência cardíaca, diabetes tipo 2 e resistência à insulina. Também pode impactar negativamente a saúde mental e a qualidade de vida.
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