USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023
Homem, 38 anos, tem roncos e sonolência diurna há 2 anos. Refere obstrução nasal e sua esposa diz que, durante a noite, o paciente apresenta episódios em que “para de respirar” e parece que parece estar “engasgado”. Sem antecedentes mórbidos relevantes. O exame clínico é normal, com exceção de IMC = 34 kg/m².Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual a terapia clínica de escolha para o caso?
Roncos + sonolência diurna + obesidade + episódios de parada respiratória → SAOS → Terapia de escolha: CPAP.
O quadro clínico é altamente sugestivo de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), exacerbada pela obesidade. O CPAP é a terapia clínica de primeira linha para SAOS moderada a grave, melhorando a qualidade do sono e reduzindo os riscos cardiovasculares.
A Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é um distúrbio crônico caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, levando a interrupções da respiração. É uma condição comum, especialmente em indivíduos obesos, e está associada a diversas comorbidades cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão e diabetes. O diagnóstico de SAOS é baseado na história clínica (roncos, sonolência diurna, apneias testemunhadas) e confirmado por polissonografia. A obesidade é um fator de risco significativo, como demonstrado pelo IMC elevado do paciente, que contribui para o colapso das vias aéreas superiores. Para casos moderados a graves de SAOS, a terapia de escolha é o CPAP (Pressão Aérea Positiva Contínua). Este dispositivo fornece uma corrente de ar contínua que mantém as vias aéreas abertas, prevenindo o colapso e melhorando significativamente a qualidade do sono e a saúde geral do paciente, reduzindo riscos cardiovasculares.
Os principais sintomas incluem roncos altos, sonolência diurna excessiva, episódios de parada respiratória testemunhados, engasgos noturnos, fadiga, cefaleia matinal e dificuldade de concentração, que impactam significativamente a qualidade de vida.
O CPAP (Pressão Aérea Positiva Contínua) mantém as vias aéreas abertas durante o sono através de uma pressão positiva constante, prevenindo o colapso da faringe e, consequentemente, os episódios de apneia e hipopneia, restaurando um sono reparador.
A obesidade é o principal fator de risco para SAOS, pois o acúmulo de gordura na região do pescoço e na base da língua contribui para o estreitamento e colapso das vias aéreas superiores durante o sono, agravando a obstrução.
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