SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Uma causa secundária importante de Hipertensão Arterial Sistémica é a Apneia do Sono, uma causa comum de sonolência diurna. Assinale abaixo a afirmativa verdadeira sobre a Apneia do Sono:
AOS → Obesidade + Roncos + Sonolência; Tto = ↓ Peso + CPAP ± Cirurgia (ex: Tonsilectomia).
O manejo da AOS é multidisciplinar, envolvendo mudanças no estilo de vida, suporte pressórico (CPAP) e, em casos selecionados com obstrução anatômica, intervenções cirúrgicas como a tonsilectomia.
A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) caracteriza-se pelo colapso recorrente da via aérea superior durante o sono, levando a episódios de apneia ou hipopneia. É mais prevalente em homens e está fortemente associada à obesidade. O quadro clínico clássico inclui roncos altos, pausas respiratórias presenciadas e sonolência diurna excessiva, impactando significativamente a qualidade de vida e o risco cardiovascular. O tratamento deve ser individualizado. Medidas comportamentais como perda de peso, cessação do tabagismo e evitar álcool antes de dormir são fundamentais. O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) permanece como a terapia de escolha para casos moderados a graves, enquanto aparelhos intraorais ou cirurgias são alternativas para casos leves ou com alterações anatômicas específicas.
O padrão-ouro é a polissonografia de noite inteira realizada em laboratório de sono. Ela avalia o Índice de Apneia e Hipopneia (IAH), saturação de oxigênio, eletroencefalograma e outros parâmetros fisiológicos para classificar a gravidade da doença e orientar o tratamento.
A AOS é uma das principais causas de hipertensão secundária. Os episódios repetitivos de hipóxia e despertares levam à ativação do sistema nervoso simpático, estresse oxidativo e disfunção endotelial, resultando em níveis pressóricos elevados, muitas vezes com perda do descenso noturno.
A cirurgia, como a tonsilectomia ou a uvulopalatofaringoplastia, é indicada quando há evidência de obstrução anatômica tratável (como hipertrofia de amígdalas) ou em casos específicos onde o paciente não tolera ou não responde ao tratamento clínico com CPAP e medidas comportamentais.
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