UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Um empresário de 62 anos, procurou um médico especialista em distúrbios do Sono pois sua esposa reclamava dos seus roncos e engasgos noturnos. Ao exame físico tem IMC- 38, aumento das circunferências cervical e abdominal e Mallampati classe IV Foi solicitada Polissonografia de noite inteira que evidenciou Índice de Apneia e Hipopneia de 23 com dessaturações e hipoxemia durante o exame. Sendo assim, a gravidade da apneia obstrutiva do sono e o melhor tratamento proposto são:
IAH 15-29 = AOS Moderada. Tratamento padrão para AOS moderada/grave = CPAP.
Com um Índice de Apneia e Hipopneia (IAH) de 23, o paciente apresenta Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) de gravidade moderada. O tratamento de primeira linha e mais eficaz para AOS moderada a grave é o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure).
A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é um distúrbio comum caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, levando a interrupções da respiração (apneias) ou reduções (hipopneias). A polissonografia é o exame padrão ouro para o diagnóstico, quantificando o Índice de Apneia e Hipopneia (IAH) e as dessaturações de oxigênio. A gravidade da AOS é classificada com base no IAH: leve (5 a <15 eventos/hora), moderada (15 a <30 eventos/hora) e grave (≥30 eventos/hora). Pacientes com IAH de 23, como no caso, apresentam AOS moderada. Fatores como obesidade, aumento da circunferência cervical e Mallampati classe IV são fortes preditores de AOS. O tratamento da AOS visa restaurar a respiração normal durante o sono e melhorar a qualidade de vida. Para casos moderados a graves, o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é a terapia de primeira linha e mais eficaz. Ele funciona fornecendo uma pressão positiva contínua que impede o colapso das vias aéreas. Outras opções incluem aparelhos intraorais (para casos leves a moderados ou intolerância ao CPAP) e cirurgias (para casos selecionados ou falha de outras terapias).
A AOS é classificada pela IAH: leve (5-14), moderada (15-29) e grave (≥30 eventos por hora).
O CPAP fornece uma pressão de ar contínua nas vias aéreas superiores, mantendo-as abertas e prevenindo o colapso que causa as apneias e hipopneias.
Fatores de risco incluem obesidade (IMC elevado, circunferência cervical aumentada), sexo masculino, idade avançada, consumo de álcool/sedativos e anomalias anatômicas das vias aéreas superiores (ex: Mallampati alto).
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