UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Homem, 46 anos, consulta-se acompanhado da esposa.. Ele relata sentir cansaço excessivo durante o dia, dificuldade para se concentrar e episódios frequentes de sono não reparador. A esposa também acrescenta que ele ronca alto e frequentemente interrompe a respiração enquanto dorme. Apesar de já ter recebido orientações para adotar uma dieta balanceada e perder peso, ele admite que não tem seguido as recomendações. Ao exame físico, índice de massa corpórea de 37 kg/m2 ; circunferência cervical de 42 cm. Trazem polissonografia que revela índice elevado de eventos de apneia/hipopneia (32/h). A conduta terapêutica mais indicada nesse caso, entre as opções a seguir, é:
IAH > 30/h + sintomas graves de apneia do sono → CPAP é o tratamento de primeira linha.
O paciente apresenta apneia obstrutiva do sono grave (IAH 32/h) com sintomas significativos e fatores de risco (obesidade, circunferência cervical aumentada). Nesses casos, o CPAP (pressão aérea positiva contínua) é o tratamento mais eficaz e de primeira linha para manter as vias aéreas abertas durante o sono, melhorando a qualidade de vida e reduzindo riscos cardiovasculares.
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório do sono caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, levando a interrupções da respiração (apneias) ou reduções significativas do fluxo aéreo (hipopneias). É uma condição prevalente, especialmente em indivíduos obesos, e está associada a sérias comorbidades cardiovasculares, metabólicas e neurológicas, além de impactar significativamente a qualidade de vida devido à sonolência diurna excessiva. A fisiopatologia da AOS envolve o colapso das vias aéreas superiores durante o sono, devido ao relaxamento da musculatura da orofaringe e à presença de fatores anatômicos predisponentes, como obesidade (com acúmulo de gordura na região cervical), macroglossia, hipertrofia de amígdalas e adenoides, e retrognatia. O diagnóstico definitivo é realizado pela polissonografia, que mede o Índice de Apneia-Hipopneia (IAH). Um IAH de 32/h classifica a AOS como grave, indicando a necessidade de intervenção terapêutica. A conduta terapêutica para a AOS grave é o uso do aparelho de pressão aérea positiva contínua (CPAP), considerado o padrão-ouro. O CPAP fornece uma pressão constante que impede o colapso das vias aéreas, melhorando a oxigenação, reduzindo os eventos de apneia/hipopneia e aliviando os sintomas. Mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar álcool e sedativos antes de dormir, são complementares. Aparelhos intrabucais são opções para casos leves a moderados ou intolerância ao CPAP, enquanto a cirurgia (ex: uvulopalatofaringoplastia) é reservada para casos selecionados.
Os principais sintomas incluem ronco alto e irregular, pausas respiratórias observadas por terceiros, sonolência diurna excessiva, fadiga, dificuldade de concentração, cefaleia matinal, irritabilidade e sono não reparador. A obesidade e a circunferência cervical aumentada são fatores de risco importantes.
O CPAP (pressão aérea positiva contínua) funciona fornecendo um fluxo constante de ar sob pressão através de uma máscara facial ou nasal. Essa pressão positiva mantém as vias aéreas superiores abertas durante o sono, prevenindo o colapso da faringe e, consequentemente, os episódios de apneia e hipopneia.
Aparelhos intrabucais de avanço mandibular são geralmente indicados para casos de apneia obstrutiva do sono leve a moderada, ou para pacientes com apneia grave que não toleram o CPAP. Eles funcionam reposicionando a mandíbula e a língua para frente, aumentando o espaço nas vias aéreas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo