Apneia e Bradicardia Neonatal: Conduta Imediata

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024

Enunciado

Recém-nascido, com 38 semanas e cinco dias, com peso adequado para a idade gestacional, nasceu bem, sem necessidade de reanimação. Evoluiu com desconforto leve sendo colocado em hood com FiO2 = 30%. Estava estável, apresentando temperatura axilar = 36,5 °C e saturação pré-ductal = 95%. Com 30 minutos de vida, fez apneia associada à frequência cardíaca = 80 bpm e cianose central. Foi prontamente verificado que a via aérea estava sem obstrução e a cabeça estava bem-posicionada. O recém-nascido permaneceu em apneia. Qual a intervenção imediata necessária para esse recém-nascido?

Alternativas

  1. A) Administrar adrenalina por veia umbilical associada à ventilação com balão auto inflável.
  2. B) Ajustar progressivamente o aumento de oxigênio em hood até atingir FiO2 = 100%.
  3. C) Prover massagem cardíaca efetiva associada à ventilação com balão auto inflável.
  4. D) Prover ventilação com pressão positiva com balão auto inflável e máscara facial.

Pérola Clínica

Apneia + bradicardia + cianose em RN → VPP com balão e máscara.

Resumo-Chave

Em um recém-nascido com apneia, bradicardia (FC < 100 bpm) e cianose central, após garantir via aérea pérvia e posicionamento, a intervenção imediata e mais crucial é a ventilação com pressão positiva (VPP) com balão auto inflável e máscara facial.

Contexto Educacional

A apneia e a bradicardia em recém-nascidos são emergências neonatais que exigem reconhecimento rápido e intervenção imediata. A transição da vida intrauterina para a extrauterina é um processo complexo, e cerca de 10% dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de assistência para iniciar a respiração. A hipoxemia e a acidose são as principais causas de depressão cardiorrespiratória no período neonatal. A fisiopatologia da apneia e bradicardia neonatal geralmente envolve uma resposta à hipóxia, que deprime o centro respiratório e o miocárdio. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da ausência de respiração ou respiração irregular, frequência cardíaca abaixo de 100 bpm e cianose. Após os passos iniciais de reanimação (aquecimento, posicionamento, aspiração se necessário, secagem e estimulação), a avaliação da frequência cardíaca e da respiração guia as próximas etapas. A intervenção imediata para apneia e bradicardia persistentes é a ventilação com pressão positiva (VPP) com balão auto inflável e máscara facial. A VPP é a medida mais eficaz para reverter a hipoxemia e a acidose, que são as causas subjacentes da depressão cardiorrespiratória. O objetivo é expandir os pulmões e fornecer oxigênio, o que geralmente leva ao aumento da frequência cardíaca e ao início da respiração espontânea. Pontos de atenção incluem a técnica correta da VPP, a vedação da máscara, a pressão adequada e a avaliação contínua da resposta do recém-nascido.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de que um recém-nascido necessita de reanimação?

Os principais sinais são apneia ou respiração ineficaz, bradicardia (frequência cardíaca abaixo de 100 bpm) e cianose central persistente, mesmo após os passos iniciais de estabilização.

Qual a primeira intervenção para um recém-nascido em apneia e bradicardia após os passos iniciais?

A intervenção imediata e mais importante é a ventilação com pressão positiva (VPP) utilizando um balão auto inflável e máscara facial, com o objetivo de expandir os pulmões e fornecer oxigênio.

Por que a ventilação com pressão positiva é tão crucial na reanimação neonatal?

A VPP é crucial porque a causa mais comum de bradicardia e apneia no recém-nascido é a hipoxemia e acidose, que são melhor corrigidas pela expansão pulmonar e oxigenação adequadas, restabelecendo a respiração e a frequência cardíaca.

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