UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Um homem de 37 anos procurou atendimento médico com história de dois meses de astenia, cansaço fácil e gengivorragia. Após avaliação médica, fez hemograma que evidenciou quadro de pancitopenia. O exame anatomopatológico de medula óssea mostrou uma celularidade medular de 20%, compatível com o diagnóstico de aplasia de medula óssea. Qual alternativa define a aplasia de medula óssea como grave?
Aplasia de medula óssea grave = Neutrófilos < 500/uL E Plaquetas < 20.000/uL.
A aplasia de medula óssea é classificada como grave com base em critérios hematológicos específicos. A combinação de neutropenia severa (CAN < 500/uL) e plaquetopenia acentuada (plaquetas < 20.000/uL) indica um alto risco de infecções graves e hemorragias, necessitando de intervenção imediata.
A aplasia de medula óssea é uma doença rara e grave caracterizada pela falência da medula óssea em produzir células sanguíneas, resultando em pancitopenia. Sua etiologia pode ser idiopática, congênita ou adquirida (por exposição a toxinas, medicamentos, infecções virais ou doenças autoimunes). O reconhecimento precoce e a classificação da gravidade são fundamentais para determinar a abordagem terapêutica e o prognóstico. O diagnóstico da aplasia de medula óssea baseia-se na presença de pancitopenia no hemograma e na hipocelularidade da medula óssea, confirmada por biópsia, que tipicamente mostra celularidade inferior a 25% (ou <50% com menos de 30% de células hematopoiéticas residuais). A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas de anemia (astenia, cansaço), infecções recorrentes (neutropenia) ou sangramentos (plaquetopenia). A classificação da gravidade é essencial para o manejo. A aplasia de medula óssea é considerada grave quando a contagem absoluta de neutrófilos é inferior a 500 células/uL e a contagem de plaquetas é inferior a 20.000/uL, além da reticulocitopenia. A aplasia muito grave apresenta CAN inferior a 200 células/uL. O tratamento pode incluir terapia imunossupressora ou transplante de células-tronco hematopoéticas, dependendo da idade do paciente e da disponibilidade de doador.
A aplasia de medula óssea é considerada grave quando há celularidade medular inferior a 25% (ou inferior a 50% com menos de 30% de células hematopoiéticas residuais) e pelo menos dois dos seguintes: contagem absoluta de neutrófilos (CAN) < 500/uL, plaquetas < 20.000/uL, ou reticulócitos < 20.000/uL.
A contagem absoluta de neutrófilos é crucial porque níveis muito baixos (< 500/uL) indicam neutropenia severa, que confere um alto risco de infecções bacterianas e fúngicas graves, sendo um dos principais determinantes da gravidade da aplasia.
A aplasia de medula óssea muito grave (AMOMG) é definida pelos mesmos critérios da aplasia grave, mas com uma contagem absoluta de neutrófilos ainda menor, geralmente < 200/uL, indicando um risco ainda maior de complicações infecciosas.
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