UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
Paciente de 6 anos de idade submetido à laparotomia de urgência devido a abdome agudo. Foi constatada, no intraoperatório, apendicite grau IV; realizada apendicectomia, e o paciente foi encaminhado para UTI Pediátrica. Qual seria a complicação mais comum esperada nesse paciente?
Apendicite grau IV (perfurada) → maior risco de abscesso intra-abdominal pós-operatório.
A apendicite grau IV, que indica perfuração e peritonite, aumenta significativamente o risco de formação de abscesso intra-abdominal no pós-operatório, sendo esta a complicação mais comum em casos de apendicite complicada.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns na pediatria, e sua apresentação pode variar de inflamação simples a perfuração com peritonite. A apendicite grau IV, ou apendicite perfurada, representa um estágio avançado da doença, onde a parede do apêndice se rompeu, liberando conteúdo infeccioso na cavidade abdominal. Essa condição aumenta drasticamente a morbidade pós-operatória, sendo o abscesso intra-abdominal a complicação mais comum e temida. A fisiopatologia do abscesso intra-abdominal após apendicite perfurada decorre da contaminação bacteriana da cavidade peritoneal. Mesmo com a apendicectomia e lavagem peritoneal, pode haver persistência de bactérias e material inflamatório, que se encapsulam, formando coleções purulentas. Fatores como a extensão da peritonite, o tempo entre o início dos sintomas e a cirurgia, e a resposta imunológica do paciente influenciam o risco de formação de abscesso. O manejo de pacientes com apendicite perfurada exige um cuidado pós-operatório intensivo, frequentemente em UTI pediátrica, com antibioticoterapia prolongada e monitorização rigorosa para sinais de complicações. A suspeita de abscesso deve ser alta em crianças com febre persistente, dor abdominal ou íleo prolongado. O diagnóstico precoce e a drenagem adequada do abscesso, seja por via percutânea ou cirúrgica, são fundamentais para a recuperação do paciente e para evitar complicações mais graves como a sepse.
Apendicite grau IV refere-se à apendicite perfurada com peritonite difusa ou abscesso. A perfuração libera conteúdo fecal e bactérias na cavidade peritoneal, causando inflamação e infecção generalizadas, o que eleva o risco de complicações infecciosas pós-operatórias.
Os sinais incluem febre persistente ou recorrente, dor abdominal que não melhora ou piora, distensão abdominal, íleo prolongado e leucocitose. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
O tratamento geralmente envolve drenagem percutânea guiada por imagem (ultrassom ou TC) e antibioticoterapia de amplo espectro. Em alguns casos, pode ser necessária uma reintervenção cirúrgica para drenagem e lavagem da cavidade.
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