UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Paciente feminina, 34 anos, é submetida a laparotomia exploradora por quadro de dor abdominal em flanco direito com cinco dias de evolução. No intra-operatório observa-se grande quantidade de secreção purulenta em toda a cavidade abdominal e apendicite aguda com necrose e perfuração da base do apêndice. Em relação ao tratamento a ser realizado a este paciente, assinale a assertiva CORRETA.
Pós-operatório de peritonite: alimentação oral reinicia com retorno de ruídos hidroaéreos e eliminação de gases.
Em pacientes com peritonite generalizada por apendicite perfurada, a reintrodução da dieta oral deve ser guiada pelo retorno da função intestinal, indicada por ruídos hidroaéreos e eliminação de flatos, e não por um tempo fixo.
A apendicite perfurada com peritonite generalizada é uma condição grave que exige tratamento cirúrgico imediato e manejo pós-operatório intensivo. A cirurgia visa remover o apêndice inflamado e realizar a lavagem da cavidade abdominal para remover o exsudato purulento. A antibioticoterapia de amplo espectro, cobrindo gram-negativos e anaeróbios, é crucial e deve ser iniciada precocemente, idealmente antes ou durante a cirurgia, para controlar a infecção e prevenir complicações sistêmicas como a sepse. No pós-operatório, a reanimação hídrica adequada é fundamental, utilizando soluções cristaloides para manter a perfusão orgânica. A restrição hídrica é contraindicada em pacientes sépticos. A monitorização hemodinâmica e o suporte de órgãos são essenciais na UTI. A reintrodução da alimentação oral é um ponto chave na recuperação. Diferente de antigas práticas que preconizavam jejum prolongado, as diretrizes atuais recomendam a reinício da dieta assim que houver evidência de retorno do trânsito intestinal, manifestado por ruídos hidroaéreos e eliminação de flatos. A progressão deve ser lenta e conforme a tolerância do paciente, visando minimizar o tempo de internação e promover a recuperação nutricional. A irrigação da cavidade abdominal com antibióticos não é recomendada, sendo a lavagem com soro fisiológico suficiente.
A alimentação oral deve ser reiniciada após o retorno dos ruídos hidroaéreos e a eliminação de gases, indicando o retorno da função intestinal. A progressão da dieta deve ser gradual e conforme a aceitação do paciente.
A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente antes ou durante o procedimento cirúrgico, para cobrir germes gram-negativos e anaeróbios, reduzindo a morbidade e mortalidade da sepse abdominal.
Não, a restrição hídrica não é indicada. Pacientes com sepse abdominal necessitam de reanimação hídrica agressiva com soluções cristaloides para restaurar a perfusão tecidual e corrigir a hipovolemia.
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