SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Nos últimos 5 anos, mudanças foram sugeridas no tratamento da apendicite não-complicada. O dilema “antibioticoterapia X cirurgia” foi avaliado por vários estudos randomizados. O que podemos concluir desses estudos?
Apendicite não-complicada: tratamento clínico com ATB tem taxa de recorrência ~30%.
Estudos recentes mostram que a antibioticoterapia pode ser uma opção para apendicite não-complicada, evitando a cirurgia em muitos casos. Contudo, a principal desvantagem é a taxa de recorrência significativa (cerca de 30%) que exige acompanhamento e pode levar à necessidade de apendicectomia posterior.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns. Nos últimos anos, o paradigma de que toda apendicite requer cirurgia imediata tem sido questionado, especialmente para casos não-complicados. Diversos estudos randomizados compararam a antibioticoterapia com a apendicectomia (aberta ou laparoscópica) para apendicite não-complicada. Esses estudos demonstraram que o tratamento clínico com antibióticos é uma alternativa viável e segura para muitos pacientes, com taxas de sucesso iniciais elevadas. No entanto, a principal limitação do tratamento conservador é a taxa de recorrência da apendicite, que tem sido consistentemente relatada em torno de 30% em um ano. Isso significa que, embora a cirurgia possa ser evitada inicialmente, uma parcela significativa dos pacientes precisará de apendicectomia em um momento posterior. Em relação às outras alternativas, o tratamento clínico não se mostrou superior à apendicectomia laparoscópica, que é o padrão-ouro atual. A taxa de perfuração apendicular no tratamento clínico é baixa, não atingindo 70%. A escolha do antibiótico é importante, mas o Meropenem não é universalmente superior a outros esquemas. A decisão entre tratamento clínico e cirúrgico deve ser individualizada, considerando as características do paciente, a gravidade do quadro e a preferência do paciente após discussão dos riscos e benefícios, especialmente a taxa de recorrência.
Sim, estudos randomizados demonstraram que a antibioticoterapia é uma opção segura e eficaz para a apendicite não-complicada, evitando a cirurgia em uma parcela significativa dos pacientes. No entanto, a taxa de recorrência é uma consideração importante.
A principal desvantagem do tratamento conservador com antibióticos é a taxa de recorrência da apendicite, que gira em torno de 30% em 1 ano. Isso significa que muitos pacientes precisarão de apendicectomia em um momento posterior.
A apendicite não-complicada é caracterizada pela ausência de perfuração, abscesso, peritonite difusa ou massa apendicular. O diagnóstico é geralmente confirmado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
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