UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A apendicectomia é a emergência não obstétrica mais comum da gravidez, e o diagnóstico da apendicite na grávida constitui um desafio para o cirurgião. Um aspecto importante a se considerar no diagnóstico de apendicite na gravidez é que
Apendicite na gravidez → Mais comum no 2º trimestre; USG é 1ª linha, RM se inconclusiva.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum na gravidez, com maior incidência no segundo trimestre. O diagnóstico é desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas, sendo a ultrassonografia o exame de imagem inicial preferencial.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum durante a gravidez, com uma incidência que não difere significativamente da população geral, mas com um pico no segundo trimestre. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações maternas e fetais. O diagnóstico é um desafio devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez. O apêndice pode ser deslocado superior e lateralmente pelo útero em crescimento, alterando a localização da dor. Além disso, sintomas como náuseas, vômitos e dor abdominal podem ser confundidos com queixas gestacionais comuns. A ultrassonografia é o exame de imagem inicial preferencial devido à ausência de radiação; a ressonância magnética é uma excelente alternativa quando a USG é inconclusiva. O tratamento da apendicite na gravidez é a apendicectomia, que deve ser realizada o mais rápido possível após o diagnóstico. A cirurgia laparoscópica é geralmente segura em todos os trimestres, embora a abordagem possa ser mais complexa no terceiro trimestre. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta significativamente o risco de perfuração, peritonite e morbimortalidade materno-fetal.
O diagnóstico é desafiador devido ao deslocamento anatômico do apêndice pelo útero em crescimento, à sobreposição de sintomas com queixas comuns da gravidez e às alterações fisiológicas que podem mascarar os sinais clássicos de apendicite.
A ultrassonografia é o exame de imagem inicial de escolha para apendicite em gestantes devido à sua segurança (ausência de radiação) e capacidade de visualizar o apêndice e excluir outras causas de dor abdominal.
A ressonância magnética (RM) é utilizada como exame de segunda linha quando a ultrassonografia é inconclusiva e a suspeita clínica de apendicite permanece alta, oferecendo alta sensibilidade e especificidade sem radiação ionizante.
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