UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Paciente de 30 anos, no quarto mês de gestação, com quadro clínico sugestivo de apendicite aguda. Assinale a alternativa INCORRETA:
Apendicite na gestação: sempre cirúrgica. Conduta conservadora aumenta risco materno-fetal.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo não obstétrico na gestação e requer tratamento cirúrgico imediato. A conduta conservadora é contraindicada devido ao alto risco de perfuração, peritonite, sepse e, consequentemente, aumento da morbimortalidade materna e fetal, incluindo parto prematuro.
A apendicite aguda na gestação representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, sendo a causa mais comum de abdome agudo não obstétrico. Sua incidência é comparável à da população geral, mas as alterações anatômicas (deslocamento do apêndice pelo útero gravídico) e fisiológicas (náuseas, vômitos, leucocitose fisiológica) podem mascarar os sintomas típicos, atrasando o diagnóstico. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações. A fisiopatologia é a mesma da apendicite em não gestantes: obstrução do lúmen apendicular com subsequente inflamação e risco de perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética são úteis e seguros na gestação. A suspeita clínica deve levar à intervenção rápida. A conduta é sempre cirúrgica (apendicectomia), preferencialmente por via laparoscópica, se possível, para minimizar o risco de complicações maternas e fetais. A conduta conservadora é contraindicada, pois o atraso no tratamento aumenta exponencialmente o risco de perfuração, peritonite, sepse, parto prematuro e mortalidade fetal. Residentes devem estar cientes da importância da intervenção cirúrgica oportuna para otimizar os desfechos materno-fetais.
A apendicite aguda é a causa mais frequente de abdome agudo não obstétrico na gestação, ocorrendo em proporções semelhantes às mulheres não grávidas da mesma faixa etária, embora o diagnóstico possa ser mais desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez.
A cirurgia imediata (apendicectomia) é crucial para prevenir a perfuração do apêndice, que leva a peritonite, sepse e um aumento drástico da morbimortalidade materna e fetal, incluindo um risco elevado de parto prematuro e óbito fetal.
Apendicites complicadas (com perfuração ou peritonite) resultam em mortalidade fetal de aproximadamente 20% e desencadeamento de parto prematuro em cerca de 10% dos casos. A sepse materna é uma complicação grave que agrava ainda mais o prognóstico.
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