UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
De acordo com as diretrizes da Sociedade de Infecção Cirúrgica (2016), o uso de antimicrobiano nos pacientes submetidos à apendicectomia devido à apendicite gangrenosa deve ser de:
Apendicite gangrenosa (sem perfuração) → Antibiótico por apenas 24 horas pós-op.
Segundo a Surgical Infection Society (2016), casos de apendicite gangrenosa sem perfuração ou abscesso requerem apenas cobertura antibiótica por 24h, focando na profilaxia de infecção.
A gestão de antimicrobianos na apendicite evoluiu para a redução do tempo de exposição. A apendicite gangrenosa, embora classificada como uma forma avançada, quando não apresenta perfuração livre ou abscesso organizado, permite um manejo conservador quanto à duração dos antibióticos. A diretriz da SIS 2016 reforça que o controle cirúrgico do foco é o fator determinante para o sucesso terapêutico.
Na apendicite gangrenosa sem perfuração, o processo é considerado uma infecção localizada onde a fonte é removida; por isso, 24 horas de antibiótico são suficientes. Na apendicite perfurada ou com abscesso (complicada), o tratamento é estendido, geralmente por 4 a 7 dias, dependendo da resposta clínica e controle do foco.
A interrupção baseia-se na resolução dos sinais clínicos de infecção (febre, leucocitose, retorno do trânsito intestinal). Para infecções onde o foco foi efetivamente controlado cirurgicamente, como na apendicectomia por gangrena, cursos curtos são preconizados para evitar toxicidade e resistência.
Estudos como o STOP-IT demonstraram que cursos prolongados de antibióticos em infecções intra-abdominais com controle de foco não trazem benefícios adicionais em termos de recorrência ou complicações, mas aumentam significativamente o risco de infecções por Clostridioides e resistência.
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