UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 27 anos, previamente hígida, refere dor abdominal há 8 dias. TC do abdome: abscesso de 4,0 cm periapendicular. A conduta mais adequada é iniciar antibioticoterapia e:
Apendicite com abscesso (>3-4cm) + Estável → Antibiótico + Drenagem Percutânea (evitar cirurgia na fase inflamatória).
Em quadros de apendicite complicada com abscesso organizado e paciente estável, a conduta preferencial é o manejo conservador com drenagem e ATB para evitar complicações de uma cirurgia em tecido friável.
A apendicite aguda pode evoluir para perfuração bloqueada, formando plastrões ou abscessos. O manejo "step-up" (ATB +/- drenagem) em pacientes estáveis tem melhores desfechos que a cirurgia imediata. A drenagem guiada por TC ou USG permite a resolução do foco infeccioso, permitindo que o processo inflamatório esfrie antes de qualquer intervenção cirúrgica definitiva.
A drenagem percutânea está indicada em abscessos periapendiculares volumosos (geralmente > 3-4 cm) em pacientes clinicamente estáveis. Abscessos menores podem ser tratados apenas com antibioticoterapia endovenosa.
É a realização da cirurgia meses após a resolução do quadro agudo complicado. Atualmente, sua necessidade é controversa e reservada para pacientes com sintomas persistentes ou suspeita de neoplasia, já que o risco de recorrência é baixo.
Operar um paciente com abscesso bloqueado e processo inflamatório intenso (plastrão) aumenta o risco de lesões iatrogênicas de alças intestinais, fístulas estercoráceas e a necessidade de ressecções ileocolongas não planejadas.
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