HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2023
A apendicite aguda (AA) está entre as causas mais comuns de dor abdominal baixa, que levam os pacientes ao pronto-socorro, e o diagnóstico mais comum feito em pacientes jovens internados com abdome agudo. Com base nas diretrizes atuais acerca da AA, assinale a alternativa correta.
Apendicite aguda não complicada SEM apendicolito → tratamento ATB seguro para pacientes selecionados.
A alternativa correta destaca a evolução no manejo da apendicite aguda, onde casos selecionados de apendicite não complicada, sem apendicolito, podem ser tratados com sucesso apenas com antibióticos, evitando a cirurgia e seus riscos associados.
A apendicite aguda (AA) é uma das emergências cirúrgicas mais frequentes, caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. Afeta predominantemente jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade, sendo uma causa comum de dor abdominal aguda que leva ao pronto-socorro. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves como a perfuração e peritonite. O diagnóstico da AA baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. Escores clínicos como o de Alvarado ou o de AIR (Apendicitis Inflammatory Response) podem auxiliar na estratificação de risco, mas não são diagnósticos definitivos. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são os exames de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e excluir diagnósticos diferenciais. A presença de apendicolito é um achado importante que pode influenciar a conduta. Historicamente, a apendicectomia era o único tratamento. No entanto, diretrizes atuais reconhecem que, em casos selecionados de AA não complicada e sem apendicolito, o tratamento conservador com antibioticoterapia pode ser uma alternativa segura e eficaz, evitando os riscos da cirurgia. A taxa de perfuração é maior em extremos de idade e a morbimortalidade é significativamente maior na AA perfurada, ressaltando a importância do diagnóstico e tratamento oportunos.
O tratamento conservador com antibióticos é indicado para pacientes com apendicite aguda não complicada, sem evidência de apendicolito, e que apresentem boa resposta clínica inicial. A seleção rigorosa é crucial.
A presença de apendicolito é um fator de risco para falha do tratamento conservador e perfuração, geralmente indicando a necessidade de intervenção cirúrgica, mesmo em casos inicialmente não complicados.
Escores clínicos auxiliam na estratificação de risco, mas não são suficientes para confirmar o diagnóstico. Exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, são essenciais para a confirmação diagnóstica e exclusão de outras causas de dor abdominal.
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