SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Paciente, 11 anos, sexo feminino, refere que há 36 horas iniciou com quadro de dor discreta em região epigástrica acompanhado de enjoo. Há 24 horas refere dor localizada em fossa ilíaca direita seguido de um episódio de vômito e um pico febril de 38 graus. No exame físico, apresentava dor à palpação da fossa ilíaca direita com descompressão brusca dolorosa, sinal de Rovsing positivo. Nos exames laboratoriais evidenciado leucocitose de 18.000/ml e leucocitúria discreta. Sobre o caso descrito, qual a alternativa correta?
Dor epigástrica → FID, vômito, febre, Blumberg/Rovsing +, leucocitose = Apendicite aguda.
O quadro clínico descrito, com dor epigástrica migratória para fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas, vômitos, febre baixa, sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca dolorosa, Rovsing positivo) e leucocitose, é altamente sugestivo de apendicite aguda. A leucocitúria discreta pode ocorrer por irritação do ureter adjacente ao apêndice inflamado, não descartando o diagnóstico.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns na pediatria e na população geral, exigindo um diagnóstico rápido e preciso para evitar complicações graves como a perfuração. O quadro clínico clássico envolve uma dor abdominal que tipicamente se inicia na região periumbilical ou epigástrica e migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e anorexia, além de febre baixa. A compreensão da progressão dos sintomas é fundamental para o reconhecimento precoce. No exame físico, a presença de sinais de irritação peritoneal, como dor à palpação na FID, descompressão brusca dolorosa (sinal de Blumberg) e sinal de Rovsing (dor na FID ao palpar a fossa ilíaca esquerda), são achados altamente sugestivos. Exames laboratoriais frequentemente revelam leucocitose com desvio à esquerda. A leucocitúria discreta, como no caso apresentado, pode ser um achado incidental devido à proximidade do apêndice inflamado com o trato urinário, e não deve desviar o foco do diagnóstico de apendicite se o quadro clínico for consistente. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, sendo a apendicectomia videolaparoscópica o método de escolha na maioria dos casos. A cirurgia minimamente invasiva oferece vantagens como menor tempo de internação, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. A suspeita clínica baseada em uma anamnese e exame físico detalhados é a chave para um diagnóstico e tratamento oportunos, prevenindo a progressão para peritonite e outras complicações.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia, febre baixa, e sinais de irritação peritoneal como dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) e sinal de Rovsing.
A leucocitúria discreta pode ser um achado em casos de apendicite aguda, especialmente quando o apêndice inflamado está próximo ao ureter ou bexiga, causando irritação. Não deve, isoladamente, desviar o diagnóstico para infecção do trato urinário se o quadro clínico for típico de apendicite.
O tratamento definitivo para apendicite aguda é cirúrgico, geralmente realizado por videolaparoscopia (apendicectomia videolaparoscópica). Este método é preferível devido à menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e melhor resultado estético.
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