Apendicite Aguda em Crianças: Diagnóstico e Desafios

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Em relação à apendicite aguda na criança, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Os níveis de proteína C reativa estão muito elevados, mesmo nas fases iniciais.
  2. B) O sedimento urinário mostrando leucocitúria a partir de 50.000 leucócitos/mm3 ajuda a descartar o diagnóstico de apendicite.
  3. C) O achado de apêndice de, pelo menos, 5,0 mm de diâmetro, na ultrassonografia, confirma o diagnóstico.
  4. D) A apendicite aguda pode ocorrer antes, durante ou após gastroenterocolite.
  5. E) A tomografia é o primeiro exame que deve ser realizado em casos suspeitos.

Pérola Clínica

Apendicite aguda em crianças pode mimetizar gastroenterocolite, ocorrendo antes, durante ou após.

Resumo-Chave

A apendicite aguda em crianças pode ter um quadro clínico atípico e se sobrepor a outras condições abdominais comuns, como a gastroenterocolite. É crucial manter um alto índice de suspeita, pois a apresentação pode ser enganosa, com sintomas gastrointestinais que podem atrasar o diagnóstico correto.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância. Seu diagnóstico pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de comunicação das crianças. A sobreposição de sintomas com outras condições, como a gastroenterocolite, é um fator complicador, exigindo um alto índice de suspeita clínica. A apresentação clássica de dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos pode não estar presente em todos os casos, especialmente em lactentes e pré-escolares. Exames laboratoriais como leucocitose e elevação da PCR são inespecíficos. A ultrassonografia é o método de imagem de escolha inicial, com sensibilidade e especificidade variáveis, dependendo da experiência do operador. A tomografia computadorizada é mais precisa, mas deve ser reservada para casos duvidosos devido à exposição à radiação. O manejo da apendicite aguda é cirúrgico, geralmente por apendicectomia laparoscópica. O atraso no diagnóstico aumenta o risco de perfuração, peritonite e formação de abscesso, elevando a morbidade. Portanto, a vigilância clínica e a reavaliação são fundamentais em crianças com dor abdominal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas mais comuns de apendicite aguda em crianças?

Dor abdominal periumbilical que migra para fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A apresentação pode ser atípica em crianças pequenas.

Como a ultrassonografia auxilia no diagnóstico de apendicite em crianças?

A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha, buscando um apêndice não compressível, com diâmetro > 6 mm, presença de apendicolito, líquido livre ou abscesso.

Qual o papel da proteína C reativa (PCR) e leucocitúria no diagnóstico de apendicite aguda pediátrica?

PCR e leucócitos podem estar elevados, mas não são específicos. Leucocitúria pode ocorrer por irritação do ureter adjacente ao apêndice inflamado, não descartando apendicite.

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