UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Observe as afirmativas a seguir sobre a apendicite aguda na criança. 1 -Pode acometer crianças em todas as faixas etárias. li - O quadro de apendicite aguda em crianças pequenas, em especial, naquelas menores de 4 anos, é normalmente um desafio diagnóstico. Ili - Quando existe dúvida ou incerteza no diagnóstico, a observação clínica e reavaliações frequentes podem ajudar na elucidação do quadro clínico da criança. IV - A tomografia de abdome deve ser realizada precocemente na suspeita de apendicite, em especial, na criança pequena. Quais estão corretas?
Apendicite <4 anos = desafio diagnóstico; observação clínica + reavaliação são cruciais.
O diagnóstico de apendicite em crianças, especialmente menores de 4 anos, é complexo devido à apresentação atípica e dificuldade de comunicação. A observação clínica seriada é fundamental para evitar cirurgias desnecessárias ou atrasos no tratamento.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância, podendo acometer todas as faixas etárias, embora seja menos frequente em lactentes. O diagnóstico em crianças pequenas, especialmente menores de 4 anos, é notoriamente desafiador devido à apresentação clínica atípica e à dificuldade de comunicação da criança, o que pode levar a atrasos diagnósticos e maior risco de perfuração. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, resultando em inflamação e isquemia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Em casos de dúvida, a observação clínica ativa com reavaliações frequentes é uma estratégia valiosa, permitindo que o quadro se torne mais claro. A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha inicial, devido à ausência de radiação, enquanto a tomografia computadorizada é geralmente reservada para casos selecionados ou quando a ultrassonografia é inconclusiva. O tratamento definitivo é a apendicectomia. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces. É crucial evitar a exposição desnecessária à radiação em crianças, priorizando métodos diagnósticos menos invasivos e a expertise clínica. A alta taxa de perfuração em crianças pequenas ressalta a importância de uma abordagem diagnóstica cuidadosa e vigilante.
Em crianças pequenas, os sinais podem ser inespecíficos, incluindo irritabilidade, vômitos, diarreia e dor abdominal difusa, dificultando a localização da dor e a suspeita diagnóstica.
A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha devido à ausência de radiação. A tomografia é reservada para casos duvidosos ou complicações, após falha da ultrassonografia ou em situações específicas.
A observação clínica seriada permite acompanhar a evolução do quadro, identificar mudanças nos sintomas e sinais, e reduzir a taxa de apendicectomias negativas, especialmente em casos de dúvida diagnóstica, otimizando a conduta.
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