UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
A apendicite aguda é uma condição clínica e cirúrgica muito frequente na prática médica. Sobre a apendicite aguda na criança, analise as afirmativas a seguir:I. Pode ocorrer em crianças em todas as faixas etárias.II. O quadro de apendicite aguda normalmente é um desafio diagnóstico em crianças pequenas, em especial, naquelas menores de quatro anos.III. A tomografia de abdome deve ser realizada precocemente na suspeita de apendicite aguda, em especial, na criança pequena.IV. Quando existe dúvida ou incerteza no diagnóstico, a observação clínica e as reavaliações frequentes podem ajudar na elucidação do quadro clínico da criança. Estão corretas as afirmativas:
Apendicite aguda em crianças < 4 anos é desafio diagnóstico; observação clínica + reavaliações são cruciais.
O diagnóstico de apendicite aguda em crianças, especialmente as menores, é complexo devido à apresentação atípica e dificuldade de comunicação. A observação clínica seriada e reavaliações são ferramentas valiosas para evitar exames desnecessários e otimizar o diagnóstico.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum em crianças, mas seu diagnóstico pode ser um desafio significativo, especialmente em lactentes e pré-escolares, devido à apresentação clínica inespecífica e à dificuldade de comunicação. É crucial considerar a apendicite em todas as faixas etárias pediátricas, embora seja menos comum em menores de quatro anos, onde a taxa de perfuração é maior. O diagnóstico da apendicite aguda pediátrica baseia-se principalmente na história clínica e exame físico. Em casos de dúvida, a ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha, devido à ausência de radiação. A tomografia computadorizada é reservada para casos selecionados, onde a ultrassonografia é inconclusiva e a suspeita clínica permanece alta, ou em pacientes mais velhos. A observação clínica seriada, com reavaliações periódicas, é uma ferramenta diagnóstica valiosa que permite acompanhar a evolução do quadro e evitar intervenções desnecessárias. O manejo da apendicite aguda é cirúrgico, com apendicectomia. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de perfuração e complicações. Portanto, uma abordagem diagnóstica cuidadosa e a consideração de todos os dados clínicos e de imagem são essenciais para um desfecho favorável.
Em crianças pequenas, especialmente menores de quatro anos, o diagnóstico é desafiador devido à apresentação clínica atípica, à dificuldade de verbalização dos sintomas e à inespecificidade dos achados.
A tomografia de abdome não deve ser realizada precocemente de rotina em crianças devido à exposição à radiação. O ultrassom é o exame de imagem inicial preferencial, reservando a TC para casos duvidosos após ultrassom ou observação.
A observação clínica com reavaliações frequentes permite acompanhar a evolução dos sintomas e sinais, ajudando a confirmar ou descartar a suspeita de apendicite, especialmente em casos de dúvida diagnóstica inicial.
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