AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Menina de 4 anos é trazida à emergência com queixas de dor abdominal difusa há 24 horas, com febre baixa, recusa alimentar, náuseas e vômitos. Ao exame dor mais acentuada à palpação de quadrante inferior direito, com sensibilidade à descompressão, sem sinais de peritonite. Hemograma com leucocitose de 15.000 e neutrófilos acima de 75%. Sobre sua principal hipótese diagnóstica, analise as afirmativas abaixo.I. – A ferramenta de primeira escolha de exame de imagem para o caso é a ultrassonografia.II. – A cirurgia deve ser realizada de forma semieletiva no período entre 12 e 14 horas do diagnóstico.III. – A utilização de analgésicos deve ser evitada para não mascarar o diagnóstico. Sobre esta situação selecione a opção correta.
Apendicite pediátrica: USG é 1ª escolha; cirurgia é URGÊNCIA; analgesia não mascara diagnóstico.
Em crianças com suspeita de apendicite aguda, a ultrassonografia é o exame de imagem de primeira escolha devido à ausência de radiação e boa acurácia. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado de forma urgente, não semieletiva. A analgesia é fundamental e não mascara o diagnóstico, mas melhora o conforto do paciente.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância. O diagnóstico pode ser desafiador em crianças devido à dificuldade de comunicação dos sintomas e à apresentação atípica. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal (inicialmente periumbilical, migrando para o quadrante inferior direito), anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O exame físico pode revelar dor à palpação no quadrante inferior direito e sensibilidade de rebote. Leucocitose com neutrofilia é um achado laboratorial comum. Em crianças, a ultrassonografia abdominal é a ferramenta de primeira escolha para o diagnóstico de apendicite aguda. É um método não invasivo, sem radiação ionizante, e possui boa sensibilidade e especificidade em mãos experientes. A tomografia computadorizada é reservada para casos inconclusivos ou quando há alta suspeita de complicações, devido à exposição à radiação. A afirmativa I, portanto, é verdadeira. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico (apendicectomia) e deve ser realizado de forma urgente. A cirurgia não é um procedimento semieletivo que pode ser postergado por 12-14 horas após o diagnóstico, pois o risco de perfuração e peritonite aumenta significativamente com o tempo. A afirmativa II é falsa. Além disso, a utilização de analgésicos para controle da dor é recomendada e não mascara o diagnóstico; pelo contrário, pode melhorar a cooperação da criança durante o exame físico. A afirmativa III é falsa. Portanto, a opção correta é que apenas a afirmativa I é verdadeira.
A ultrassonografia é preferida em crianças devido à ausência de radiação ionizante, à menor quantidade de gordura abdominal que facilita a visualização e à boa sensibilidade e especificidade quando realizada por um operador experiente.
A analgesia é crucial para o conforto da criança e não interfere no diagnóstico. Estudos mostram que o uso de analgésicos não mascara os sinais clínicos e pode até facilitar o exame físico.
A apendicectomia deve ser realizada de forma urgente, geralmente dentro de poucas horas após o diagnóstico, para minimizar o risco de perfuração e outras complicações. Não é um procedimento semieletivo.
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