Apendicite Aguda Pediátrica: Diagnóstico e Conduta

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menina de 6 anos apresenta, há 2 dias, dor abdominal, inicialmente difusa e, agora, está mais localizada em fossa ilíaca direita. Está com apetite diminuído, com náuseas e vômitos. Há 1 dia, apresenta dor para urinar e um episódio de febre (37,8 ºC). Possui hábito intestinal regular, diário, sem esforço, mas está há 1 dia sem evacuar. Exame físico: prostrada, FC: 102 bpm, discretamente desidratada. Abdome: doloroso à palpação profunda difusamente, com sinal de Blumberg positivo.Em face do exposto, a conduta a ser adotada é realizar

Alternativas

  1. A) observação clínica por 48 horas.
  2. B) drenagem de cavidade abdominal guiada por US.
  3. C) TC de abdome.
  4. D) apendicectomia de urgência.

Pérola Clínica

Criança com dor abdominal migratória para FID + Blumberg + sintomas GI → Apendicite aguda = Apendicectomia de urgência.

Resumo-Chave

A apendicite aguda em crianças pode ter apresentação atípica, mas a dor migratória para fossa ilíaca direita, associada a sintomas gastrointestinais e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo, é altamente sugestiva e demanda intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância, com pico de incidência entre 6 e 12 anos. Seu diagnóstico pode ser desafiador devido à apresentação clínica variável e à dificuldade de comunicação em crianças pequenas. A alta suspeição e o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas são fundamentais para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. Clinicamente, a dor geralmente começa periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Sinais de irritação peritoneal, como Blumberg positivo, indicam inflamação mais avançada e a necessidade de intervenção. Diante de um quadro clínico sugestivo, a apendicectomia de urgência é o tratamento definitivo. Exames complementares como ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser úteis em casos atípicos ou duvidosos, mas não devem atrasar a cirurgia quando há alta probabilidade clínica. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta significativamente o risco de perfuração, peritonite e morbidade, sendo crucial a rápida decisão cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda em crianças?

Os sintomas incluem dor abdominal periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia, febre baixa e sinais de irritação peritoneal, como Blumberg positivo e dor à descompressão.

Por que a apendicectomia de urgência é a conduta mais apropriada neste caso?

O quadro clínico com dor migratória, sintomas gastrointestinais e Blumberg positivo é altamente sugestivo de apendicite aguda, que é uma emergência cirúrgica para prevenir perfuração, peritonite e sepse.

Como diferenciar apendicite de outras causas de dor abdominal em crianças?

O padrão de dor migratória, a presença de Blumberg e a evolução dos sintomas são chaves. Diferenciais incluem gastroenterite, infecção do trato urinário, adenite mesentérica e invaginação intestinal, que requerem avaliação cuidadosa.

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