ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
Sobre o diagnóstico de apendicite aguda em crianças, analisar os itens abaixo: I. Ao exame físico, o que mais chama a atenção, no início, são fácies de sofrimento e postura do paciente - quieto, sem muita mobilidade, já que a movimentação desencadeia dor pela irritação peritoneal. II. Na fase inicial, o paciente apresenta tríade sintomática, caracterizada por dor periumbilical, febre moderada e anorexia. III. As manobras palpatórias devem, idealmente, ser iniciadas exatamente no ponto apendicular. Está(ão) CORRETOS(S):
Apendicite aguda em crianças: fácies de sofrimento, postura antálgica, dor periumbilical → fossa ilíaca direita, anorexia e febre.
O diagnóstico de apendicite aguda em crianças é desafiador, mas a observação da postura antálgica e fácies de sofrimento (item I) é um sinal precoce importante de irritação peritoneal. A tríade clássica inicial de dor periumbilical que migra para fossa ilíaca direita, anorexia e febre baixa (item II) é fundamental. As manobras palpatórias devem ser iniciadas longe do ponto de maior dor para evitar desconforto excessivo e permitir uma avaliação gradual.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância, e seu diagnóstico pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de comunicação com crianças pequenas. O atraso no diagnóstico aumenta o risco de perfuração e complicações graves, tornando o conhecimento aprofundado essencial para residentes. O quadro clínico clássico inicia-se com dor periumbilical, que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, a criança frequentemente adota uma postura antálgica, quieta, com fácies de sofrimento, pois qualquer movimento exacerba a dor devido à irritação peritoneal. A palpação abdominal deve ser iniciada suavemente, longe da área de maior dor, para não assustar a criança e permitir uma avaliação progressiva da sensibilidade e sinais de irritação peritoneal. Apesar da dificuldade diagnóstica, a combinação de história clínica detalhada, exame físico cuidadoso e exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda, PCR elevada) e de imagem (ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada em casos selecionados) é fundamental para o diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica oportuna, que é o tratamento definitivo.
Os primeiros sinais incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos. A criança pode apresentar fácies de sofrimento e postura antálgica, evitando movimentos que intensifiquem a dor.
O exame deve ser iniciado com inspeção e ausculta, seguido por palpação suave, começando longe da área de maior dor e progredindo gradualmente. A avaliação da defesa e descompressão dolorosa é crucial, mas deve ser feita com cuidado.
A tríade de dor periumbilical (migratória), anorexia e febre moderada é um conjunto de sintomas altamente sugestivo de apendicite aguda em crianças, embora nem sempre esteja presente em sua totalidade, especialmente nas fases iniciais.
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