HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Dor abdominal é queixa frequente em crianças e adolescentes que procuram unidade de emergência pediátrica. Embora a maioria dos casos envolva condições autolimitadas, a dor abdominal pode ser o sintoma inicial de doenças de apresentação grave e das emergências cirúrgicas. Diante do exposto, assinale a alternativa errada:
Apendicite aguda em < 4 anos: apresentação atípica, diagnóstico difícil, alta taxa de perfuração e peritonite.
Em crianças pequenas (< 4 anos), a apendicite aguda tem apresentação clínica atípica e inespecífica, o que dificulta o diagnóstico precoce. Isso leva a uma alta taxa de perfuração e peritonite no momento do diagnóstico, tornando a alternativa D incorreta.
A dor abdominal é uma das queixas mais comuns em unidades de emergência pediátricas, abrangendo um amplo espectro de condições, desde autolimitadas até emergências cirúrgicas com risco de vida. O desafio reside em diferenciar rapidamente as causas benignas das graves, exigindo um alto índice de suspeita e uma avaliação clínica cuidadosa. Condições como estenose hipertrófica de piloro, intussuscepção intestinal e apendicite aguda são exemplos de emergências cirúrgicas pediátricas. A estenose de piloro tipicamente se apresenta com vômitos volumosos, não biliosos, pós-alimentares em lactentes jovens, com apetite preservado. A intussuscepção é a principal causa de obstrução intestinal em crianças de 3 meses a 6 anos, com dor abdominal intermitente e fezes em geleia de framboesa. A apendicite aguda em crianças, especialmente em menores de 4 anos, é particularmente desafiadora. Nesses pacientes, a apresentação clássica com dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita é menos comum. A dor pode ser difusa, e sintomas como vômitos e febre são mais proeminentes. Devido à dificuldade diagnóstica e à incapacidade da criança de localizar a dor, a taxa de perfuração apendicular e peritonite é significativamente maior nessa faixa etária, tornando a apendicite uma condição de alta morbidade em crianças pequenas.
Sinais de alerta incluem dor intensa, vômitos biliosos ou persistentes, distensão abdominal, febre alta, sangue nas fezes, irritabilidade excessiva, letargia e ausência de evacuações/flatulência.
Em crianças menores de 4 anos, a apendicite aguda é frequentemente atípica, com dor difusa, vômitos e febre mais proeminentes, e sinais de irritação peritoneal menos localizados, levando a um diagnóstico tardio e maior risco de perfuração.
A ultrassonografia é um exame de imagem de primeira linha na pediatria para dor abdominal, sendo excelente para diagnosticar estenose hipertrófica de piloro, intussuscepção, apendicite e outras condições, por ser não invasiva e não utilizar radiação.
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