UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Menino, 8a, com antecedente de constipação intestinal, é trazido ao Pronto Socorro pela mãe referindo que a criança apresentou febre de 38,2oC, tosse e dor de garganta há três dias. Há 24 horas desenvolveu quadro de dor abdominal em região de fossa ilíaca direita, associada à diminuição do apetite. Exame físico: hiperemia de orofaringe, dor à palpação e descompressão brusca dolorosa em fossa ilíaca direita. O EXAME COMPLEMENTAR MAIS INDICADO PARA CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO É:
Criança com dor em FID + descompressão brusca → Apendicite aguda, USG abdominal é exame inicial de escolha.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças. A dor em fossa ilíaca direita com sinais de irritação peritoneal é altamente sugestiva, e a ultrassonografia abdominal é o exame de imagem inicial preferencial para confirmar o diagnóstico, evitando radiação.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância, exigindo diagnóstico e intervenção rápidos para prevenir complicações graves como perfuração e peritonite. Embora a apresentação clássica seja bem conhecida, os sintomas podem ser atípicos em crianças, tornando o diagnóstico um desafio. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por fecalito ou hiperplasia linfoide, levando à estase, proliferação bacteriana, inflamação e isquemia da parede apendicular. A dor tipicamente começa periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre. Sinais de irritação peritoneal, como descompressão brusca dolorosa (sinal de Blumberg), são indicativos. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames complementares são frequentemente necessários. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha em crianças devido à ausência de radiação e boa acurácia. Em casos duvidosos ou quando a USG não é conclusiva, a tomografia computadorizada pode ser utilizada, embora com cautela devido à exposição à radiação. O tratamento é cirúrgico, com apendicectomia.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, dor à palpação e descompressão brusca em FID são comuns.
A ultrassonografia é preferível por ser não invasiva, não utilizar radiação ionizante e ter alta sensibilidade e especificidade para visualizar o apêndice inflamado, especialmente em mãos experientes.
Os diferenciais incluem gastroenterite aguda, linfadenite mesentérica, infecção do trato urinário, diverticulite de Meckel, invaginação intestinal e, em meninas, condições ginecológicas.
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