UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
O padrão-ouro na realização de imagens para avaliação de crianças com dor abdominal e suspeita de apendicite é:
TC é padrão-ouro para apendicite em crianças, mas USG é 1ª linha para evitar radiação.
Embora a tomografia computadorizada seja o padrão-ouro devido à sua alta sensibilidade e especificidade no diagnóstico de apendicite em crianças, a ultrassonografia é frequentemente a primeira linha de investigação para evitar a exposição à radiação ionizante, especialmente em pacientes pediátricos.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância, e seu diagnóstico preciso é crucial para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. No entanto, o diagnóstico em crianças pode ser desafiador devido à apresentação atípica dos sintomas e à dificuldade de comunicação. A avaliação por imagem desempenha um papel central na confirmação diagnóstica. Embora a ultrassonografia seja frequentemente utilizada como método de triagem inicial devido à ausência de radiação ionizante, sua sensibilidade e especificidade podem ser limitadas e dependem da experiência do operador. A tomografia computadorizada (TC) com contraste intravenoso é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de apendicite aguda em crianças, devido à sua alta acurácia diagnóstica, permitindo a visualização clara do apêndice e dos sinais inflamatórios periapendiculares. Apesar da preocupação com a exposição à radiação em crianças, os benefícios de um diagnóstico preciso e rápido da apendicite superam os riscos potenciais da TC em casos selecionados. A ressonância magnética (RM) é uma alternativa promissora, especialmente em gestantes e crianças, por não utilizar radiação, mas sua disponibilidade e tempo de exame são fatores limitantes. A escolha do método de imagem deve considerar a clínica, a idade do paciente e a disponibilidade dos recursos.
A ultrassonografia é a primeira escolha devido à sua natureza não invasiva, ausência de radiação ionizante e capacidade de identificar o apêndice inflamado, além de outros diagnósticos diferenciais. No entanto, sua acurácia é operador-dependente e pode ser limitada em pacientes obesos ou com gases intestinais.
Na TC, os achados típicos incluem um apêndice dilatado (>6mm de diâmetro), parede espessada, realce da parede, presença de apendicolito, gordura periapendicular inflamada (borramento da gordura) e, por vezes, líquido livre ou abscesso.
Os diagnósticos diferenciais incluem linfadenite mesentérica, gastroenterite, diverticulite de Meckel, infecção do trato urinário, pneumonia de base direita, adenite mesentérica e, em meninas, condições ginecológicas como cisto ovariano torcido ou doença inflamatória pélvica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo