UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Abdome agudo inflamatório, obstrutivo, perfurativo ou hemorrágico são designações sindrômicas para um grupo de doenças que tem como tratamento uma operação. Na criança em idade escolar, assinale a alternativa que indica a forma de abdome agudo mais frequentemente encontrada e a sua principal causa:
Criança em idade escolar com abdome agudo → Apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo inflamatório cirúrgico.
A apendicite aguda é a causa mais frequente de abdome agudo inflamatório que requer intervenção cirúrgica em crianças em idade escolar. É crucial reconhecer seus sintomas para um diagnóstico precoce e evitar complicações como a perfuração.
O abdome agudo em crianças é uma condição desafiadora devido à dificuldade na comunicação dos sintomas e à ampla gama de diagnósticos diferenciais. A apendicite aguda é, de longe, a causa mais comum de abdome agudo inflamatório cirúrgico em crianças em idade escolar, com uma incidência crescente a partir dos 5 anos de idade. É crucial para o médico estar atento aos sinais e sintomas para um diagnóstico precoce. A fisiopatologia da apendicite envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, com a dor migratória para a fossa ilíaca direita sendo um achado clássico. Exames complementares como hemograma (leucocitose) e ultrassonografia abdominal são úteis, mas a decisão cirúrgica muitas vezes se baseia na avaliação clínica. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, com apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta significativamente o risco de perfuração, peritonite e formação de abscesso, elevando a morbidade. A vigilância clínica e a reavaliação são fundamentais em casos duvidosos.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A dor piora com a movimentação.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, complementado por exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem, como ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada.
Os diferenciais incluem gastroenterite, adenite mesentérica, infecção do trato urinário, diverticulite de Meckel, invaginação intestinal (em <5 anos) e, em meninas, patologias ginecológicas.
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