UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Menino de 10 anos dá entrada no PS com queixa de dor abdominal periumbilical há 2 dias, com migração para fossa ilíaca direita (FID) há 1 dia, associada à hiporexia. Apresentou um pico febril de 37,8 ºC e náuseas, sem vômitos. Nega alterações de hábito intestinal, mas relata discreto desconforto ao urinar. EF: dor à palpação profunda em abdome com contração involuntária em abdome inferior direito. Rx de abdome: nível hidroaéreo em FID e apagamento de psoas. Exames laboratoriais: discreta leucocitose, PCR discretamente elevado e leucocitúria. Pode-se afirmar que:
Dor migratória + febre + defesa em FID = Apendicite Aguda (mesmo com leucocitúria).
A apendicite é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico na infância. A leucocitúria ocorre por irritação do ureter ou bexiga pelo apêndice inflamado e não exclui o diagnóstico.
O diagnóstico de apendicite em crianças pode ser desafiador devido a sintomas atípicos e dificuldade de anamnese. A evolução para perfuração é mais rápida em pacientes jovens. A base do tratamento é a apendicectomia, preferencialmente laparoscópica.
Ocorre quando o apêndice inflamado está em contato direto com o ureter direito ou a bexiga (posição pélvica), causando uma reação inflamatória local que libera leucócitos na urina sem bacteriúria.
O escore auxilia na estratificação de risco, mas em crianças o Escore de Apendicite Pediátrica (PAS) é mais específico, valorizando anorexia, náuseas e migração da dor.
Em casos clínicos clássicos, o diagnóstico pode ser clínico. Se houver dúvida, a ultrassonografia é o exame de imagem inicial de escolha em crianças para evitar radiação ionizante.
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