PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Você está de plantão em um Pronto Atendimento e avalia uma criança de 4 anos de idade com quadro, há dois dias, de febre alta, inapetência, vômitos e dor abdominal aguda, em cólica, com piora ao deambular. Há relato de piora progressiva. Os pais estão ansiosos e pensam que pode ser apendicite. Considerando as causas de dor abdominal aguda na infância, assinale a alternativa ERRADA:
Apendicite é rara em lactentes; a causa cirúrgica mais comum nessa faixa é a intussuscepção.
Embora a apendicite seja a causa cirúrgica mais comum em crianças escolares, em lactentes (menores de 2 anos) ela é rara e o diagnóstico costuma ser tardio.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na infância, mas sua incidência aumenta com a idade, sendo máxima na adolescência. Em lactentes, a apresentação é frequentemente atípica (irritabilidade, distensão abdominal), o que contribui para altas taxas de complicações.\n\nO diagnóstico baseia-se na clínica e pode ser auxiliado por ultrassonografia (primeira escolha em crianças devido à ausência de radiação) ou tomografia computadorizada. O tratamento é a apendicectomia, associada a antibioticoterapia, especialmente nos casos de perfuração.
Crianças pequenas têm dificuldade em localizar a dor e descrever sintomas, o que atrasa o diagnóstico. Além disso, o omento é menos desenvolvido nessa idade, o que dificulta o bloqueio do processo inflamatório, levando a uma progressão mais rápida para peritonite generalizada após a perfuração.
Embora não seja o padrão-ouro, a radiografia pode mostrar escoliose antálgica, apagamento da sombra do psoas, presença de um fecálito radiopaco (sinal patognomônico em contexto clínico), alça sentinela no quadrante inferior direito e níveis hidroaéreos sugestivos de íleo localizado.
Ambos utilizam critérios como migração da dor, anorexia, náuseas/vômitos, defesa no quadrante inferior direito, descompressão dolorosa, febre, leucocitose e desvio à esquerda. O PAS é especificamente validado para a população pediátrica e ajuda a estratificar o risco e a necessidade de exames de imagem adicionais.
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