CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
É CORRETO AFIRMAR que o quadro de apendicite aguda no paciente muito idoso:
Apendicite aguda em idosos: apresentação atípica, dor abdominal ausente em 20%, maior risco de perfuração e mortalidade.
A apendicite aguda em idosos é um desafio diagnóstico devido à apresentação clínica atípica, com sintomas menos intensos e menos localizados. A ausência de dor abdominal em até 20% dos casos e a menor incidência de febre e leucocitose contribuem para o atraso diagnóstico e maior taxa de perfuração.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, mas sua apresentação em pacientes idosos é um desafio diagnóstico significativo. O reconhecimento das particularidades clínicas nessa faixa etária é crucial para evitar atrasos e reduzir a morbimortalidade, sendo um tópico relevante para a formação do residente. A fisiopatologia da apendicite envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. Em idosos, a resposta inflamatória é atenuada, o que se reflete em sintomas menos exuberantes. A dor pode ser difusa ou ausente em até 20% dos casos, a febre é menos comum e a leucocitose pode ser discreta ou ausente. Isso leva a um atraso médio no diagnóstico de 2-3 dias, aumentando drasticamente o risco de perfuração. A perfuração apendicular em idosos é comum, chegando a 50-70% dos casos, e a mortalidade pode ser de 10-15%, especialmente em pacientes com comorbidades. O diagnóstico requer alto índice de suspeita, exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada, e muitas vezes, laparoscopia diagnóstica. O tratamento é cirúrgico (apendicectomia), e o manejo pós-operatório deve considerar as comorbidades do paciente idoso.
Em idosos, a apendicite pode apresentar dor abdominal menos intensa e difusa, ausência de febre, leucocitose discreta ou ausente, e sintomas inespecíficos como anorexia, náuseas e vômitos, dificultando o diagnóstico.
A maior taxa de perfuração em idosos deve-se à apresentação atípica, que atrasa o diagnóstico, e a fatores fisiológicos como menor resposta inflamatória e menor vascularização apendicular, que podem levar à isquemia e necrose mais rapidamente.
A mortalidade da apendicite aguda em idosos é significativamente maior do que em jovens, podendo chegar a 15-20% em casos de perfuração, devido a comorbidades e atraso no diagnóstico e tratamento.
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