CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020
É CORRETO AFIRMAR que o quadro de apendicite aguda no paciente muito idoso:
Apendicite em idosos: apresentação atípica, dor abdominal ausente em 20%, maior risco de perfuração e mortalidade elevada.
A apendicite aguda em pacientes idosos é um desafio diagnóstico devido à sua apresentação atípica, com sintomas mais brandos e inespecíficos, e a dor abdominal pode estar ausente em até 20% dos casos. Isso leva a atrasos no diagnóstico, resultando em maior taxa de perfuração apendicular e, consequentemente, maior morbimortalidade.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, mas sua apresentação em pacientes muito idosos é um desafio diagnóstico e terapêutico. Diferentemente dos pacientes mais jovens, os idosos frequentemente apresentam um quadro clínico atípico, com sintomas mais brandos, inespecíficos e, por vezes, ausência de dor abdominal em uma parcela significativa dos casos (até 20%). Essa apresentação mascarada contribui para atrasos no diagnóstico e tratamento. Os sinais clássicos como dor em quadrante inferior direito, febre e leucocitose podem ser atenuados ou ausentes na população geriátrica, o que exige um alto índice de suspeita clínica. A fisiopatologia da apendicite no idoso pode envolver fatores como aterosclerose da artéria apendicular e menor resposta inflamatória. O atraso no diagnóstico e na intervenção cirúrgica é a principal razão para as complicações. Consequentemente, a taxa de perfuração do apêndice é significativamente maior em idosos, podendo ultrapassar 50% em alguns estudos, em contraste com taxas muito menores em jovens. Essa maior incidência de perfuração e a presença de comorbidades resultam em uma morbimortalidade substancialmente elevada nessa faixa etária. Residentes devem estar cientes dessas particularidades para evitar diagnósticos tardios e otimizar o manejo da apendicite aguda no paciente idoso.
Em idosos, a apendicite aguda frequentemente apresenta-se de forma atípica, com sintomas mais brandos e inespecíficos. A dor pode ser difusa, menos intensa ou até ausente em cerca de 20% dos casos. Febre e leucocitose podem ser discretas ou ausentes, dificultando o diagnóstico.
A perfuração é mais comum em idosos devido ao atraso no diagnóstico, causado pela apresentação atípica e pela menor capacidade do peritônio em conter o processo inflamatório. Além disso, a vascularização do apêndice pode ser comprometida, favorecendo a isquemia e necrose.
A mortalidade da apendicite aguda em idosos é significativamente maior do que em pacientes jovens, podendo ser de 5 a 10 vezes superior. Em casos de perfuração, a mortalidade pode ultrapassar 20-30%, devido às comorbidades e à menor reserva fisiológica dessa população.
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