SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em relação à apendicite aguda, assinale a afirmativa INCORRETA.
Laparoscopia na gravidez = segura em todos os trimestres + padrão-ouro para apendicite aguda.
A apendicite é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum na gestação. O atraso diagnóstico eleva o risco de perfuração e perda fetal, tornando a intervenção precoce mandatória.
A apendicite aguda na gestante apresenta desafios diagnósticos devido às alterações fisiológicas da gravidez (leucocitose fisiológica, deslocamento de órgãos). A posição retrocecal do apêndice, presente em cerca de 65% da população, pode mascarar sinais de irritação peritoneal anterior, tornando o sinal do Psoas mais relevante. O suprimento arterial via artéria apendicular (ramo da ileocólica) é crítico; a inflamação causa edema que compromete o fluxo venoso e, posteriormente, arterial, culminando em gangrena. Na gestação, a prioridade é o diagnóstico rápido para evitar a apendicite complicada (perfurada), que está associada a uma taxa de perda fetal de até 20%, comparada a menos de 5% em casos não complicados.
Sim, a apendicectomia laparoscópica é considerada segura e, em muitos centros, a via de escolha em todos os trimestres da gestação. Ela oferece vantagens como menor dor pós-operatória, retorno mais rápido da função intestinal e menor manipulação uterina. Cuidados especiais incluem a posição da paciente (decúbito lateral esquerdo para evitar compressão da veia cava), monitorização do CO2 e técnica de entrada cuidadosa (Hasson ou agulha de Veress em local adaptado).
O apêndice é suprido pela artéria apendicular, que é um ramo terminal da artéria ileocólica. A artéria ileocólica, por sua vez, é o ramo mais inferior da artéria mesentérica superior. Por ser uma artéria terminal, sua obstrução por processos inflamatórios ou compressivos leva rapidamente à isquemia e necrose da parede apendicular.
Embora a dor na fossa ilíaca direita continue sendo o sintoma mais comum, o crescimento uterino desloca o ceco e o apêndice superiormente e lateralmente, especialmente após o primeiro trimestre. Isso pode fazer com que a dor se localize no flanco direito ou hipocôndrio direito, dificultando o diagnóstico diferencial com colecistite ou pielonefrite.
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