IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
A respeito da Apendicite Aguda, assinale a afirmativa correta.
Apendicectomia na gravidez → frequentemente trabalho de parto prematuro, raramente nascimento prematuro.
A apendicectomia durante a gravidez, embora frequentemente desencadeie trabalho de parto prematuro devido à irritação uterina, raramente resulta em nascimento prematuro se o manejo for adequado, destacando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, resultando da obstrução da luz apendicular, geralmente por fecalitos, hiperplasia linfoide ou corpos estranhos. Essa obstrução leva à distensão, proliferação bacteriana, isquemia e inflamação, podendo progredir para perfuração e peritonite. O diagnóstico é essencialmente clínico, complementado por exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada. Em populações especiais, como gestantes, o diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez, que podem mascarar os sintomas típicos. A apendicectomia é o tratamento definitivo, e quando realizada durante a gravidez, é uma preocupação o risco de trabalho de parto prematuro. Embora o trabalho de parto prematuro seja uma complicação frequente devido à irritação uterina e à resposta inflamatória, o nascimento prematuro é, felizmente, uma ocorrência menos comum se a cirurgia for realizada de forma oportuna e o manejo pós-operatório for cuidadoso. Outros pontos importantes incluem a baixa utilidade das radiografias simples de abdômen no diagnóstico de apendicite aguda e a apresentação atípica em pacientes imunocomprometidos, como os HIV-positivos, onde a etiologia pode ser diferente e a resposta inflamatória menos exuberante. Residentes devem estar atentos a essas particularidades para um diagnóstico e manejo adequados, minimizando complicações e otimizando os desfechos.
A causa mais comum é a obstrução da luz apendicular, geralmente por fecalitos (apendicolitos), hiperplasia linfoide, corpos estranhos ou parasitas, levando à distensão, isquemia e inflamação.
Em pacientes HIV-positivos, a apendicite aguda pode ter uma apresentação clínica e histopatológica atípica, com maior incidência de etiologias infecciosas oportunistas (CMV, TB). A contagem de leucócitos pode não ser tão elevada devido à imunossupressão.
A principal preocupação é o risco de desencadear trabalho de parto prematuro devido à manipulação uterina e à resposta inflamatória. No entanto, o nascimento prematuro é menos comum se a cirurgia for realizada prontamente e o pós-operatório for bem manejado.
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