FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Considerando as cirurgias não obstétricas durante a gravidez da mulher, a fim de prover tratamento definitivo e manter uma gravidez bem-sucedida à gestante, é CORRETO afirmar:
Apendicite aguda = complicação cirúrgica não obstétrica mais comum na gravidez, exige tratamento precoce.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais frequente na gravidez, exigindo diagnóstico e tratamento precoces para evitar complicações maternas e fetais. O diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gestação, que alteram a localização da dor.
A apendicite aguda é a complicação cirúrgica não obstétrica mais comum durante a gravidez, ocorrendo em aproximadamente 1 a cada 1.500 gestações. Sua importância reside no risco significativo para a mãe e o feto se não for diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico precoce é crucial para evitar morbidade e mortalidade, que aumentam drasticamente com a perfuração. A fisiopatologia da apendicite na gravidez é similar à da população geral, envolvendo obstrução do lúmen apendicular. No entanto, o diagnóstico é complicado pelas alterações anatômicas e fisiológicas da gestação, como a elevação do apêndice e a presença de sintomas gastrointestinais comuns na gravidez. A ultrassonografia e a ressonância magnética são exames de imagem preferenciais para auxiliar no diagnóstico, minimizando a exposição à radiação. O tratamento da apendicite aguda na gestação é a apendicectomia, que deve ser realizada o mais rápido possível após o diagnóstico. O segundo trimestre é o período ideal para cirurgias eletivas, mas em emergências, a cirurgia não deve ser adiada. A abordagem laparoscópica é geralmente segura e preferível, mas a laparotomia pode ser necessária. O manejo pós-operatório inclui monitoramento fetal e tocolíticos, se necessário, para prevenir o trabalho de parto prematuro.
O diagnóstico da apendicite em gestantes é desafiador devido à migração do apêndice cecal para cima e lateralmente no abdome à medida que o útero cresce, alterando a localização da dor. Além disso, sintomas como náuseas, vômitos e dor abdominal são comuns na gravidez normal, mascarando o quadro.
O segundo trimestre é geralmente considerado o momento ideal para cirurgias não obstétricas eletivas ou semi-eletivas na gravidez, pois o risco de teratogenicidade é menor que no primeiro trimestre e o risco de parto prematuro é menor que no terceiro trimestre. No entanto, emergências como apendicite devem ser tratadas imediatamente, independentemente do trimestre.
A apendicite não tratada na gravidez pode levar a complicações graves como perfuração apendicular, peritonite, sepse materna e fetal, parto prematuro e abortamento. A mortalidade materna e fetal aumenta significativamente em casos de apendicite perfurada, justificando a urgência do tratamento.
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