IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Assinale a principal causa de abdômen agudo no período gestacional.
Apendicite aguda é a principal causa de abdômen agudo não obstétrico no período gestacional.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum na gravidez. Seu diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gestação, mas a alta suspeição e intervenção precoce são cruciais para evitar complicações maternas e fetais.
O abdômen agudo na gravidez representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, pois os sintomas podem ser mascarados pelas alterações fisiológicas da gestação e a preocupação com o bem-estar fetal. Entre as causas não obstétricas, a apendicite aguda é a mais comum, ocorrendo em aproximadamente 1 a cada 1.500 gestações. A fisiopatologia da apendicite é a mesma da população geral (obstrução do lúmen apendicular), mas a apresentação clínica pode ser atípica devido ao deslocamento do apêndice pelo útero gravídico, o que pode levar a dor em quadrantes superiores ou flanco. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (leucocitose fisiológica da gravidez pode confundir) e exames de imagem, com ultrassonografia e ressonância magnética sendo as modalidades preferenciais. O tratamento da apendicite aguda em gestantes é cirúrgico (apendicectomia), e o atraso no diagnóstico e na intervenção aumenta significativamente o risco de perfuração, peritonite, parto prematuro e mortalidade materno-fetal. A cirurgia deve ser realizada o mais rápido possível, com a via laparoscópica sendo segura nos primeiros trimestres e a laparotomia podendo ser necessária em gestações mais avançadas.
Os desafios incluem a migração do apêndice devido ao útero em crescimento, sintomas atípicos (náuseas, vômitos comuns na gravidez) e a preocupação com a exposição fetal a radiação em exames de imagem.
A ultrassonografia é o exame inicial de escolha. Se inconclusiva, a ressonância magnética (RM) é preferível à tomografia computadorizada (TC) devido à ausência de radiação ionizante.
A apendicectomia é o tratamento definitivo, preferencialmente por via laparoscópica no primeiro e segundo trimestres, ou laparotomia no terceiro, para minimizar riscos maternos e fetais.
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